PT quer convocar Flavio Bolsonaro em CPMI do INSS
Deputado apresentou requerimento apontando possível vínculo entre administradora de escritório de advocacia do senador com um sócio do Careca do INSS
Por Constança Rezende/Folhapress
02/02/2026 às 19:30
Foto: Edilson Rodigues/Agência Senado/Arquivo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
O deputado Rogério Correia (PT-MG) apresentou, nesta segunda-feira (2), um requerimento de convocação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), à CPMI do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
O parlamentar argumentou que o depoimento seria importante devido a um possível vínculo entre o escritório de advocacia do filho de Jair Bolsonaro (PL) e pré-candidato à Presidência e um sócio do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
O pedido afirma que Letícia Caetano dos Reis, administradora do Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia é irmã de Alexandre Caetano dos Reis, que a Polícia Federal afirma ser sócio do Careca do INSS em uma offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas.
"Diante do estreito entrelaçamento pessoal, familiar, profissional e político descrito, suscita-se a existência de possível conexão entre Flávio Bolsonaro e o núcleo liderado por Antônio Carlos Camilo Antunes, especialmente considerando que pessoas diretamente ligadas a ambos mantêm relações societárias e familiares entre si", diz o parlamentar.
A convocação de Flávio ainda precisa ser pautada pelo presidente da CPMI, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), e aprovada pelos demais parlamentares.
Nos bastidores, membros da oposição argumentam que há muitos requerimentos na fila para serem pautados e que este não seria uma prioridade. Outros acreditam que a convocação pode ser positiva, se usada por Flávio para fazer discursos contra a gestão do PT no INSS.
Em nota, a assessoria de Flávio disse que "a esquerda atua de forma covarde, contra uma mulher trabalhadora e que não tem absolutamente nenhum vínculo com o gigantesco esquema de corrupção do governo Lula, que roubou centenas de milhões de reais dos aposentados do INSS".
"Letícia Caetano dos Santos é uma funcionária contratada meramente para cuidar da burocracia do meu escritório de advocacia e nada mais, assim como também deve prestar serviços para diversas outras pessoas e empresas".
A assessoria do senador também informou que Letícia é administradora de seu escritório porque a legislação considera senador da República uma "Pessoa Exposta Politicamente (PEP)", "o que não permite que eu seja administrador da minha própria empresa".
