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Ministro do STJ acusado de assédio sexual entra de licença um dia após início da investigação

Ministro do STJ acusado de assédio sexual entra de licença um dia após início da investigação

Família não quis informar o motivo de saúde que levou Marco Buzzi a se afastar do trabalho

Por Carolina Brígido/Estadão

05/02/2026 às 17:30

Atualizado em 05/02/2026 às 20:33

Foto: José Alberto/STJ

Imagem de Ministro do STJ acusado de assédio sexual entra de licença um dia após início da investigação

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, entregou um atestado médico ao presidente da Corte, Herman Benjamin, nesta quinta-feira, 5. A pedido da família, o tribunal não divulgou o diagnóstico nem o tempo que Buzzi ficará afastado das atividades.

O pedido de licença médica foi apresentado no dia seguinte à decisão do STJ de abrir uma sindicância para apurar uma acusação de que o ministro teria cometido assédio sexual contra uma jovem de 18 anos em sua casa de praia em Santa Catarina.

Buzzi participou do início da sessão na quarta-feira, 4, para apresentar sua versão dos fatos. Disse aos colegas que foi surpreendido com a notícia e negou que o episódio tenha ocorrido. Após o ministro ter deixado o local, os ministros decidiram abrir o processo administrativo contra ele.

Foram designados três ministros para integrar a comissão encarregada da apuração: Isabel Gallotti, Antônio Carlos Ferrera e Raul Araújo. Buzzi tinha comentado com colegas nesta quarta que pediria a licença médica no dia seguinte.

Se ficar comprovado o assédio sexual, o ministro poderá ser aposentado compulsoriamente. Ele também responde a um processo administrativo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O caso começou a ser instruído nesta quarta, com depoimentos de familiares da vítima.

Em outra frente, chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta a investigação criminal sobre o caso. A família da vítima registrou uma ocorrência perante a Polícia Civil de São Paulo, que encaminhou o relato ao Supremo, o foro indicado para processar ministros de cortes superiores.

A vítima tem 18 anos e, segundo a família, chamava o ministro de tio. Os pais dela são amigos de Buzzi e passavam o recesso do Judiciário no imóvel dele em Balneário Camboriú. Ainda segundo relatos ouvidos da família, o ministro teria tentado agarrar a jovem à força.

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