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Lula afirma que Brasil e Índia são as maiores democracias do 'Sul Global', excluindo China
Lula afirma que Brasil e Índia são as maiores democracias do 'Sul Global', excluindo China
Por Victoria Damasceno / Folhapress
21/02/2026 às 11:30
Foto: Ricardo Stuckert / PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou neste sábado (21) que a Índia e o Brasil são as duas maiores democracias do chamado "Sul Global", uma declaração que exclui a China deste sistema de governo.
"O encontro entre Índia e Brasil é uma reunião de superlativos. Não somos apenas as duas maiores democracias do Sul Global. Este é o encontro da farmácia do mundo com o celeiro do mundo", disse o presidente ao lado do primeiro-ministro Narendra Modi em Nova Déli, na Índia.
Durante sua passagem pela cidade, o presidente já havia feito o mesmo comentário. Na sexta (20), em entrevista ao India Today, ele falou que os países são os mais representativos desse sistema de governo no "Sul Global".
A fala exclui o maior parceiro comercial do Brasil, uma vez que a China afirma ser uma democracia enquanto é avaliada por pesquisadores, jornalistas e analistas como uma ditadura, uma autocracia ou uma forma de governo que não dialoga com a democracia liberal multipartidária.
A nação é a segunda mais populosa e a segunda maior economia do mundo.
Órgãos internacionais como o Freedom House afirmam que a China não é um país livre, com base na avaliação de diversos marcadores, como liberdade de expressão, de atuação política, de práticas religiosas e de imprensa. Em uma escala de até 100 pontos no índice da instituição, o país asiático acumula nove.
"O secretário-geral do PCCh [Partido Comunista Chinês], Xi Jinping, consolidou o poder pessoal a um nível nunca visto na China em décadas. Após anos de repressão à dissidência política, às organizações não governamentais independentes e aos defensores dos direitos humanos, a sociedade civil chinesa foi amplamente dizimada", diz a entidade.
Pequim possui um sistema de governo de partido único, que impede siglas menores de concorrer em eleições, eliminando a possibilidade de alternância partidária.
O país também é criticado pelas restrições a liberdades políticas e a direitos humanos impostas à sua população. Não são permitidos veículos de mídia privados, embora jornalistas internacionais possam atuar no território. Há ainda restrições a associações civis e à oposição partidária.
Pequim também limita o acesso de seus cidadãos a redes sociais como WhatsApp, TikTok e Instagram, além de monitorar a publicação de conteúdo online e censurar informações contrárias ao regime.
