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Jovem presta novo depoimento contra ministro do STJ e detalha denúncia de assédio sexual

Jovem presta novo depoimento contra ministro do STJ e detalha denúncia de assédio sexual

Marco Buzzi, 68 anos, diz repudiar acusações de que cometeu 'ato impróprio'

Por Luísa Martins/Isadora Albernaz/Ana Pompeu/Folhapress

05/02/2026 às 19:00

Atualizado em 06/02/2026 às 00:07

Foto: Divulgação/Sérgio Amaral/STJ

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O ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Marco Buzzi

A jovem de 18 anos que acusa o ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Marco Buzzi, de importunação sexual prestou novo depoimento ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) nesta quinta-feira (5) e reforçou que o magistrado teria cometido ato impróprio contra ela durante as férias de janeiro em uma praia de Balneário Camboriú (SC).

Segundo apurou a reportagem, a denunciante fez, em vídeo, um relato detalhado do episódio. A oitiva foi conduzida por uma juíza assessora e teve a participação, à distância, do corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell.

Marco Buzzi, 68 anos, está de licença da corte por questões de saúde e nega as acusações. O ministro foi internado no DF Star, em Brasília, nesta quinta, um dia após o CNJ confirmar que ele é alvo de representação por assédio.

O STJ confirmou que o ministro apresentou um atestado médico. No entanto, a causa da internação não foi relevada. O jornal Folha de São Paulo apurou que o magistrado teria usado como pretexto um histórico de problemas cardíacos.

Em nota, Marco Buzzi afirmou que "foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos." Ele disse ainda que repudia "toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio".

A vítima é filha de amigos do magistrado, sendo a mãe advogada. A família estava hospedada na casa de praia dele.

Na noite de quarta (4), o STJ decidiu abrir, por unanimidade, uma sindicância para apurar a acusação de importunação sexual contra Buzzi.

A expectativa é de que o processo administrativo seja concluído em até 30 dias. Depois disso, o pleno decidirá pela possível aposentadoria compulsória do ministro —esta é a punição mais grave a um magistrado.

Um dia antes da denúncia se tornar pública, na terça (2), Buzzi participou de uma sessão da Quarta Turma do STJ, a qual integra junto aos ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti, Antonio Carlos Ferreira e João Otávio de Noronha.

Araújo, Gallotti e Ferreira foram os sorteados para integrar a comissão que ficará responsável pelo caso.

No STF (Supremo Tribunal Federal), tramita uma apuração criminal relativa ao caso, sob a relatoria do ministro Kassio Nunes Marques. Além da condenação, a corte pode decidir pela aposentadoria de Buzzi.

Leia também: Ministro do STJ acusado de assédio sexual entra de licença um dia após início da investigação

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