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Goldman Sachs deve descartar critérios de diversidade para escolher integrantes do conselho, diz jornal
Goldman Sachs deve descartar critérios de diversidade para escolher integrantes do conselho, diz jornal
Por Fernando Narazaki/Folhapress
17/02/2026 às 10:50
Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil
O banco já havia retirado os critérios de diversidade para contratações na empresa no ano passado, logo após o presidente dos EUA, Donald Trump, tomar posse
O banco Goldman Sachs aceitou a proposta de um grupo conservador e estuda descartar critérios como raça, identidade de gênero, orientação sexual, etnia e outros fatores de diversidade na escolha de candidatos ao conselho de administração.
Segundo informação divulgada pelo jornal The Wall Street Journal nesta segunda-feira (16), a instituição avalia descartar critérios definidos pelo DEI (diversidade, equidade e inclusão) após receber um pedido da organização conservadora sem fins lucrativos National Legal and Policy Center, que tem uma pequena participação acionária na instituição financeira.
O grupo solicitou que a proposta fosse incluída pelo Goldman Sachs na lista que será enviada a outros acionistas antes da assembleia anual, que será realizada ainda neste semestre. De acordo com pessoas ouvidas pelo jornal, o Goldman Sachs informou ao grupo conservador que planeja excluir os critérios do DEI e a expectativa é que o conselho aprove a resolução.
O banco já havia retirado os critérios de diversidade para contratações na empresa no ano passado, logo após o presidente dos EUA, Donald Trump, tomar posse. Entre os programas atingidos está o One Million Black Women, que visava fomentar empresárias negras e líderes de ONGs. O programa deixou de considerar a raça e a orientação sexual, segundo o The Wall Street Journal.
A instituição também estendeu as medidas para encerrar critérios de diversidade em subsidiárias na Europa como exigência para que elas abrissem lançamento na Bolsa.
ENVOLVIMENTO NO ESCÂNDALO EPSTEIN
Na semana passada, o Goldman Sachs se viu envolvido no escândalo Jeffrey Epstein, condenado por pedofilia. A advogada Kathryn Ruemmler pediu demissão após a divulgação de documentos que indicaram que ela era confidente e amiga de Epstein, aconselhando-o sobre como agir ao ser questionado sobre seus crimes sexuais e como evitar a atenção da mídia.
Ruemmler atuava como conselheira jurídica do Goldman Sachs desde 2021 e ainda era sócia e vice-presidente do comitê de risco reputacional do banco. Antes de deixar o banco, ela alegava que mantinha uma relação estritamente profissional com Epstein, mas os documentos mostravam que a advogada, que chamava o bilionário de "querido" e "tio Jeffrey", mantinha um relacionamento bem mais próximo do que dizia ter.
