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Galípolo agradece apoio de instituições no caso Master e é aplaudido em evento do BTG
Galípolo agradece apoio de instituições no caso Master e é aplaudido em evento do BTG
Por Cícero Cotrim e Marianna Gualter/Estadão Conteúdo
11/02/2026 às 11:02
Foto: Pedro França/Arquivo/Agência Senado
Gabriel Galípolo
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, foi aplaudido em um evento do BTG Pactual nesta quarta-feira, 11, depois de ter agradecido às instituições do mercado pelo apoio à autarquia em dois momentos do ano passado: a liquidação do Banco Master, cujas repercussões se estendem até agora, e os incidentes de segurança que atingiram instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
"Eu preciso agradecer a todo mundo que está nessa sala e às instituições que ficaram ao lado do BC", disse o banqueiro central no início da fala que levou a uma rodada de aplausos. "Eu não posso exagerar a importância do apoio que a gente tem recebido do mercado nesses dois casos, da opinião pública e do jornalismo profissional."
A autoridade monetária foi alvo de uma série de pressões após a liquidação do Banco Master, em 18 de novembro de 2025. O principal momento foi a abertura de um processo para investigar o caso pelo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Jhonatan de Jesus, que chegou a aventar a possibilidade de adotar medidas cautelares contra a autarquia.
Durante esse processo, entidades representativas do mercado financeiro lançaram uma série de manifestações públicas em apoio ao BC. Em um dos casos, 11 dessas entidades, incluindo a Confederação Nacional das Indústrias Financeiras (FIN), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a Zetta manifestaram ter "plena confiança" na autoridade monetária.
Galípolo reforçou ainda que o apoio das instituições foi relevante para que o BC pudesse dosar o aperto regulatório que seria feito após os incidentes de segurança que atingiram instituições do SFN no meio do ano passado. O mais famoso deles foi o desvio de mais de R$ 800 milhões da CM Software. Ele alertou que em todos os casos tem de haver um esforço regulatório contínuo.
"Queria dizer para vocês que não vai voltar a acontecer uma liquidação de banco ou que não pode voltar a acontecer um incidente, mas isso é meio doping e antidoping, polícia e ladrão: você fecha uma porta, ele vai tentar um outro caminho. O que a gente precisa é estar aprimorando e melhorando para que não voltem a ocorrer os mesmos erros", disse o banqueiro central
Ele reiterou que o BC fez uma série de alterações nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para impor limites, e disse que esse processo de melhorias continua.
1 Comentário
Antonio Santos
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11/02/2026
•
10:41
Afinal, no Brasil, nem tudo está perdido.
