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Flávio afirma que Tarcísio quer coordenar sua campanha em SP e que cabe a ele escolher vice
Flávio afirma que Tarcísio quer coordenar sua campanha em SP e que cabe a ele escolher vice
Senador avaliza mote 'Fora Toffoli' de ato no domingo e afirma defender impeachment de ministro do STF que cometer crime
Por Ana Luiza Albuquerque/Carolina Faria/Folhapress
27/02/2026 às 17:16
Foto: Reprodução/X
Governador de SP, Tarcísio de Freitas, e o senador Flávio Bolsonaro se encontram em SP
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou na tarde desta sexta-feira, após encontro com Tarcísio de Freitas (Republicanos) pela manhã, que o governador se ofereceu para coordenar sua campanha em São Paulo.
Segundo o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio teria dito: "Deixa comigo, eu vou ser o seu coordenador, a pessoa ao seu lado, não se preocupe com São Paulo".
Flávio afirmou também que a escolha para a vice de Tarcísio é pessoal e dependerá do governador. O PL tem pressionado pela indicação do presidente da Assembleia Legislativa do estado, o deputado André do Prado (PL).
O senador disse ainda que, após encontro no Palácio dos Bandeirantes, ficou definido que haverá um grande evento no dia 30 de março, em São Paulo, com as lideranças políticas do estado para definir os pré-candidatos.
Questionado sobre a pauta do protesto bolsonarista na avenida Paulista, marcado para domingo (1º), Flávio reconheceu que o mote "fora Toffoli" é válido. A manifestação foi anunciada em torno dessa pauta pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL), mas aliados da família Bolsonaro reagiram, dizendo que o foco deveria ser a anistia aos presos pelo 8 de janeiro.
Indagado se é favorável ao impeachment do ministro, o senador respondeu que é a favor do afastamento de qualquer um que tenha cometido crimes. "Eu assino o impeachment de todo mundo, assino CPI de tudo. Sou a favor [do impeachment] de todo ministro que tenha cometido crime", disse.
"Mas as coisas não andam. Foi uma coisa que eu falei lá atrás, que se não houvesse contenção por parte do Supremo, esse era um assunto que o eleitor iria cobrar".
Ato na Alesp
Mais cedo, na Alesp, Flávio disse que a democracia tem alguns defeitos, mas é o melhor sistema, e que só "quem já passou pelo crivo da urna tem legitimidade para tomar decisões pela população".
O senador participou de homenagem na Assembleia Legislativa de São Paulo ao presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Valdemar é investigado no STF (Supremo Tribunal Federal) por tentativa de golpe de Estado.
A abertura do inquérito foi sugerida pelo ministro Alexandre de Moraes ao votar pela condenação de Carlos Cesar Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, contratado pelo Partido Liberal em 2022 para produzir relatório contra as urnas eletrônicas.
Da Papudinha, onde cumpre pena por golpe de Estado, Bolsonaro escolheu Flávio como seu postulante ao Palácio do Planalto. O ex-mandatário atacou o sistema de votação eletrônica diversas vezes ao longo de seu mandato.
Em sua fala, Flávio disse que esse é o momento mais importante pelos próximos 50 anos, porque o Brasil precisará decidir se seguirá o caminho da prosperidade, com ele, ou se continuará no atual.
Ele voltou a explorar a pauta da segurança pública, defendendo leis penais mais duras e a construção de presídios. Também afirmou que assassinos de mulheres precisam ficar mais tempo presos, acenando ao eleitorado feminino.
O senador disse ainda que, quando o presidente Lula (PT) foi eleito, os presídios ficaram "em festa". "Você que está assistindo, quer ficar ao lado de sequestradores, assassinos, ladrões de celulares, que comemoram a eleição do presidente?", questionou.
Flávio falou também da necessidade de redução da carga tributária e chamou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de "Taxad", dizendo que ele castiga "o povo trabalhador".
No início de sua fala, o senador pediu um minuto de silêncio para as vítimas em Minas Gerais.
Tarcísio abraça a direita
Em discurso na Alesp, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) se referiu a Flávio Bolsonaro (PL) como "futuro presidente", disse que ele fará a diferença e afirmou que deve tudo ao ex-chefe, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O governador disse ainda que tem muito orgulho de ser de direita, "de enaltecer a fé cristã, a defesa da propriedade, da vida, da segurança".
Tarcísio afirmou que o encontro com Flávio no Palácio dos Bandeirantes foi "excelente". Questionado pela imprensa se os dois haviam "aparado as arestas", respondeu que não havia nada para aparar e que a amizade sempre foi "sólida".
Desde o fim do ano passado, o governador vinha sendo pressionado e criticado por bolsonaristas porque não havia ainda manifestado um apoio mais enfático à pré-candidatura de Flávio. O grupo acreditava que Tarcísio estava insatisfeito porque não havia sido escolhido por Bolsonaro para concorrer à Presidência.
No fim de janeiro, Tarcísio chegou a cancelar uma visita ao ex-presidente na Papudinha, depois que o senador disse que o encontro aconteceria para que o pai enquadrasse o ex-ministro. O cancelamento piorou o clima com os aliados de Bolsonaro.
Na ocasião, questionado pela imprensa, o governador disse que nunca foi pressionado pelo ex-chefe e afirmou que "vai trabalhar muito" em prol de Flávio. Desde então, Tarcísio saiu da mira dos bolsonaristas.
