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A “casa dividida”: o recado bíblico de Otto e do Avante à precipitação monocrática de Wagner
A “casa dividida”: o recado bíblico de Otto e do Avante à precipitação monocrática de Wagner
Por Política Livre
26/02/2026 às 16:15
Foto: Reprodução/Instagram
O deputado federal Neto Carletto e o o senador Otto Alencar
O freio de arrumação colocado pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), no retorno da missão internacional, ao precipitado anúncio monocrático do senador Jaques Wagner da chapa majoritária governista foi uma resposta às reações negativas dentro do próprio grupo, vindas mais especialmente de dois polos estratégicos eleitoralmente: PSD e Avante.
Sem muito alarde, as siglas, que convergem cerca de 200 prefeitos, sentaram juntas à mesa para compartilhar do mesmo sentimento, de que foram deliberadamente ignoradas por Wagner, que já havia também se precipitado na proclamação de um trio puro-sangue petista.
O gesto simbólico veio no último final de semana, quando o senador Otto Alencar (PSD) apareceu nas redes sociais sentado à mesa de sua casa acompanhado do deputado federal Neto Carletto, seu genro e emissário da cúpula do Avante, anunciando despretensiosamente uma passagem bíblica.
Depois de introduzir o recado, dizendo que “toda família unida é uma fortaleza”, Otto passou a bola para Carletto ler textualmente o versículo bíblico de Mateus 12:25; "toda casa dividida contra si mesma não pode permanecer".
Segundo apontaram interlocutores, as legendas não estão dispostos a aceitar uma definição "goela abaixo”, sem que ao menos seja submetida ao que ainda se convencionar, na teoria, chamar de conselho político.
A visão, segundo fontes, também é nutrida pelo ministro da Casa Civil Rui Costa, que apesar de pré-candidato ao Senado pelo PT matem forte influência sobre o Avante, tendo inclusive a pretensão de lançar Ronaldo Carletto, cacique estadual do partido, como vice de Jerônimo em lugar do atual vice-governador Geraldo Júnior (MDB).
Lembram as mesmas fontes que a condução centralizada de Wagner também culminou na saída do senador Angelo Coronel da base e consequentemente do PSD para apoiar a candidatura de ACM Neto (União Brasil) ao governo pela oposição.
Há memórias ainda de 2022, quando também através da imprensa Wagner anunciou uma chapa desconsiderando um acordo que havia sido firmado com o PP, do então vice-governador João Leão.
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