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Construção da nova linha do metrô prevê demolição da sede da Fundação João Fernandes da Cunha
Construção da nova linha do metrô prevê demolição da sede da Fundação João Fernandes da Cunha
Por Redação
23/02/2026 às 17:30
Foto: Divulgação
Sede da Fundação João Fernandes da Cunha, no Campo Grande
Dirigentes, frequentadores e funcionários da Fundação João Fernandes da Cunha afirmam que foram surpreendidos, em dezembro do ano passado, com notícias na televisão de decreto de utilidade pública, desapropriação e demolição da sede da entidade, juntamente com outros prédios vizinhos, para que se construa a estação do metrô Campo Grande (Tramo IV - linha 1).
Em nota, a Fundação João Fernandes da Cunha “lamenta” que o governo estadual não tenha enviado uma notificação, intimação ou convite para uma reunião com os proprietários dos imóveis. “Apenas ficamos sabendo pela imprensa que a decisão – Decreto de Utilidade Pública - foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) no dia 18 de dezembro de 2025”, diz o texto.
Localizada no Largo do Campo Grande, nº 8, a Fundação João Fernandes da Cunha possui uma biblioteca com 18 mil livro e recebe diariamente estudantes das redes pública e particular, que fazem pesquisas utilizando também a rede de computadores do local. “É uma entidade cultural que presta serviço à comunidade soteropolitana”, diz trecho da nota.
De acordo com a fundação, o prédio tem um auditório utilizado em eventos culturais e educativos, inclusive, em diversas oportunidades, em parceria com órgãos do governo estadual. A entidade abriga também em sua sede outros grupos de cultura: a Academia Baiana de Educação (ABE) e o Grupo de Ação Cultural da Bahia (GACBA).
“Demolir um prédio, possuidor de tais beleza e história, que é a sede da Fundação João Fernandes da Cunha, é de se lamentar. Uma das últimas relíquias arquitetônicas na Praça do Campo Grande, que engrandece o patrimônio histórico da cidade do Salvador e dá nobreza ao bairro. A diretoria da instituição entende que a mobilidade de transporte é importante, mas não deve atropelar a História e a Educação”, finaliza a nota.
