/

Home

/

Noticias

/

Interior

/

Prefeito de Itabuna se une a produtores para enfrentar efeitos da importação de cacau africano

Prefeito de Itabuna se une a produtores para enfrentar efeitos da importação de cacau africano

Por Redação

27/01/2026 às 21:30

Foto: Divulgação

Imagem de Prefeito de Itabuna se une a produtores para enfrentar efeitos da importação de cacau africano

O prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD)

O prefeito de Itabuna, Augusto Castro (PSD), se une às lideranças dos produtores e da lavoura cacaueira diante das consequências da forte queda no preço do cacau, principal atividade econômica da região sul da Bahia, e da importação, pela indústria processadora instalada em Ilhéus, de 10 mil toneladas de cacau provenientes de países produtores da África, além do possível desvirtuamento do regime de drawback.

A maior preocupação surge após a edição da Instrução Normativa nº 125, de 2021, da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que estabelece as regras para a importação de cacau e flexibiliza, de forma excessiva, os critérios de defesa fitossanitária, permitindo a entrada do produto importado sem o rigor técnico necessário.

Para o prefeito, a medida, se efetivada, pode representar riscos à introdução de pragas e doenças exóticas, colocando em ameaça direta a produção cacaueira baiana e brasileira.

“Nas últimas três décadas, tem sido recorrente a alegação das moageiras de que não há cacau brasileiro capaz de atender às suas necessidades de processamento. No entanto, o produtor também enfrenta dificuldades por não contar com o amparo necessário, como assistência técnica, extensão rural e crédito, apesar dos esforços diários para a melhoria genética dos estandes e a adoção de tecnologias modernas”, comentou.

Além de se solidarizar com os cacauicultores, o prefeito Augusto Castro somou-se aos esforços da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb) e defendeu a integração da Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano (Amurc) e dos consórcios Litoral Sul (CDS-LS) e Intermunicipal da Mata Atlântica (Cima). A articulação tem como objetivo cobrar do governo federal o restabelecimento de critérios técnicos mais rigorosos para a importação de amêndoas de cacau, especialmente no que diz respeito às exigências sanitárias, em defesa do setor produtivo, considerado o elo mais vulnerável da cadeia do cacau.

Nos últimos dois anos, o mercado do cacau passou por forte volatilidade. Os preços internacionais atingiram patamares históricos em 2024, mas recuaram posteriormente em razão do excesso de oferta na Costa do Marfim e de pressões técnicas no mercado.

No Brasil, especialmente na Bahia, os produtores enfrentaram desafios decorrentes da importação de cacau africano e das oscilações de preços, ao mesmo tempo em que surgiram oportunidades com a ampliação de programas de apoio à agricultura familiar.

“Para preservar a sanidade da lavoura cacaueira e em seu histórico esforço coletivo de luta, visando o soerguimento dessa fundamental atividade econômica no sul da Bahia, junto minha voz para que sejamos ouvidos pelos deputados federais, senadores, pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e pelo governo federal. É hora de união”, concluiu.

Comentários
Importante: Os comentários são de responsabilidade dos autores e não representam a opinião do Política Livre
politica livre
O POLÍTICA LIVRE é o mais completo site sobre política da Bahia, que revela os bastidores da política baiana e permite uma visão completa sobre a vida política do Estado e do Brasil.
CONTATO
(71) 9-8801-0190
SIGA-NOS
© Copyright Política Livre. All Rights Reserved

Design by NVGO

Nós utilizamos cookies para aprimorar e personalizar a sua experiência em nosso site. Ao continuar navegando, você concorda em contribuir para os dados estatísticos de melhoria. Conheça nossa Política de Privacidade e consulte nossa Política de Cookies.