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Lavagem de Itapuã chega aos 121 anos como sinônimo de resistência

Lavagem de Itapuã chega aos 121 anos como sinônimo de resistência

Por Redação

28/01/2026 às 17:45

Foto: Divulgação

Imagem de Lavagem de Itapuã chega aos 121 anos como sinônimo de resistência

Lavagem de Itapuã

Uma das manifestações mais populares, autênticas e vibrantes da Bahia, a Lavagem de Itapuã completa 121 anos em 2026. Uma história que começou com os pescadores e também poderia se chamar de resistência, graças à mobilização da comunidade, das entidades culturais e da Associação de Moradores de Itapuã (AMI), que organizam o evento em articulação com o poder público.

Realizada normalmente na quinta-feira que antecede o Carnaval, a lavagem das escadarias da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Itapuã acontece no dia 5 de fevereiro, com desfile de blocos históricos, baianas ornamentadas, shows e entrega de presentes a Iemanjá. Tudo com direito a muito samba de roda, afoxé e água de cheiro. A programação se estende até o dia 9.

Segundo a Comissão Organizadora, o apoio do governo do Estado, através da Setur, foi renovado e cobre ações de saúde, segurança e receptivo das baianas na Lavagem. O artista plástico Ives Quaglia, criador da Baleia, cita também o Edital Ouro Negro (Secult e Sepromi), que contempla a manifestação desde o ano passado. A expectativa é pelo apoio da Prefeitura. "Abrilhantaria mais ainda a festa", diz o ativista Raimundo Bujão. 

Bujão lembra que a festa costuma atrair autoridades políticas, o que deve se intensificar em 2026, ano de eleições. Jerônimo Rodrigues foi o primeiro governador a pisar por lá, em 2023. O vice, Geraldo Jr., esteve em 2024 e 2025, acompanhado de secretários, deputados e vereadores. ACM Neto apareceu em 2012, ano em que se elegeu prefeito de Salvador pela primeira vez. 

Este ano, a Festa de Itapuã volta a homenagear duas personalidades fortemente ligadas ao bairro e que ajudam a divulgá-lo em toda a sua riqueza e singularidade: a Ekedi Teresa Alves de Souza, do terreiro Ilê Axé Oya Demim, de Lauro de Freitas, participante do evento há mais de cinco anos; e o músico, pescador e fundador do Afoxé Korin Nagô, Ulisses dos Santos, 84 anos de vida e história que se confundem com o Carnaval de Salvador.

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