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Dólar desacelera alta após indicação de Warsh para Fed, em manhã de formação de Ptax

Dólar desacelera alta após indicação de Warsh para Fed, em manhã de formação de Ptax

Por Silvana Rocha/Estadão Conteúdo

30/01/2026 às 10:06

Foto: Valter Campanato/Arquivo/Agência Brasil

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O ajuste de alta do dólar ocorre ainda após a forte queda acumulada ante o real, de 1,75% na semana e desvalorização de 5,38% em janeiro

O dólar opera em alta na manhã desta sexta-feira, 30, alinhado à valorização da divisa americana ante pares desenvolvidos (DXY) e moedas emergentes. No entanto, a moeda americana desacelerou o ganho ante o real, em linha com o exterior, após a confirmação de Kevin Warsh como indicado de Donald Trump para a presidência do Fed.

A escolha provocou ajustes moderados também no mercado de ações. Os índices futuros em Nova York diminuíram perdas, sinalizando digestão da indicação, mas ainda operavam no negativo, em meio também à leitura de balanços.

O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou o ex-diretor Kevin Warsh para a presidência do Fed. Na CME Group, o mercado mantém como principal aposta um corte acumulado de 50 pontos-base nos juros pelo Fed, após a indicação de Kevin Warsh para a presidência da autoridade monetária.

O ajuste de alta do dólar ocorre ainda após a forte queda acumulada ante o real, de 1,75% na semana e desvalorização de 5,38% em janeiro.

A manhã é de disputa técnica em torno da última taxa Ptax de janeiro, fator que costuma adicionar volatilidade às operações cambiais.

No Brasil, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, abaixo dos 5,2% até novembro e dos 6,2% no mesmo período de 2024, segundo o IBGE. A renda média real subiu para R$ 3.613, alta de 5,0% em um ano, e a massa de renda alcançou R$ 367,6 bilhões, crescimento de 6,4% anual.

O setor público consolidado registrou superávit primário de R$ 6,251 bilhões em dezembro, acima do esperado pelo mercado, após déficit em novembro, segundo o Banco Central. No acumulado de 2025, o setor público fechou com déficit primário de R$ 55,021 bilhões (0,43% do PIB), em linha com as projeções, ligeiramente pior que 2024 (0,40%) e o mais negativo desde 2023 (2,28% do PIB).

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cortou por conta própria R$ 6,4 bilhões em emendas aprovadas pelo Congresso Nacional no Orçamento de 2026. O valor corresponde à parcela de emendas "extras", que não são obrigatórias e nem possuem transparência.

Pesquisa Plano de Voo 2026, da Amcham Brasil, mostra que 53% das lideranças empresariais veem a relação Brasil-EUA como principal prioridade da política externa do próximo governo, à frente de atração de investimentos e acordos comerciais.

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