Home
/
Noticias
/
Exclusivas
/
Rui Costa rebate cobrança por erros na campanha de Lula e diz que foco deve ser segundo turno
Rui Costa rebate cobrança por erros na campanha de Lula e diz que foco deve ser segundo turno
Por Carine Andrade, Política Livre
14/10/2026 às 16:30
Atualizado em 14/10/2026 às 16:05
O ex-ministro da Casa Civil e senador eleito, Rui Costa (PT)
O ex-ministro da Casa Civil e senador eleito pela chapa governista na Bahia, Rui Costa (PT), negou que esteja evitando discutir os erros da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições, quando o petista terminou atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Em entrevista à rádio Sociedade, nesta quarta-feira (14), Rui defendeu que o momento é de concentrar esforços na disputa decisiva, em vez de promover uma avaliação antecipada das estratégias eleitorais.
Convocado para integrar o núcleo duro da campanha, em Brasília, o petista recorreu a uma analogia com o futebol para explicar seu ponto de vista. Segundo Rui, seria improdutivo usar o intervalo entre os dois tempos de uma partida para discutir os erros cometidos na partida anterior, em vez de orientar a equipe para o que ainda está por vir.
“É como se, no intervalo do primeiro para o segundo tempo, o treinador, ao invés de passar orientações ou discutir o que fazer no segundo tempo, gastasse os 15 minutos do intervalo discutindo os erros do primeiro tempo. Ou seja, ele não vai cuidar do segundo tempo”, comparou.
Rui reiterou que a prioridade, neste momento, deve ser identificar as demandas e preocupações manifestadas pelos eleitores nas urnas e ajustar a campanha para responder a esses anseios. Na avaliação do senador, uma análise detalhada dos acertos e erros do primeiro turno deve ocorrer somente depois do encerramento da eleição.
“Não é o momento de se avaliar acertos e erros do primeiro turno. É um momento de fazer uma leitura correta das urnas, identificando os anseios populares que se manifestam nas urnas e programar o segundo turno conforme esse diagnóstico”, afirmou.
Na entrevista, Rui Costa também destacou a existência de eleitores que votaram em Lula ou Flávio Bolsonaro sem convicção plena, o que, segundo ele, mantém a disputa em aberto. O senador citou uma entrevista concedida por um representante de um instituto de pesquisa, segundo a qual cerca de 7% dos eleitores de cada candidato teriam votado sem uma decisão consolidada.
“Esses 7% de um lado e de outro admitem que podem mudar o voto. Ou seja, a eleição ainda está absolutamente indefinida, porque há um percentual de eleitores que votaram de forma não convicta e, portanto, estão abertos a novos argumentos”, declarou.
Para o petista, o desafio das campanhas é apresentar argumentos capazes de convencer esses eleitores antes da votação decisiva. A estratégia, segundo ele, passa por compreender quais questionamentos permaneceram entre os eleitores após o primeiro turno e oferecer respostas que possam influenciar a escolha final.
PEC da escala 6x1
Rui Costa também mencionou a votação da PEC do fim da escala de trabalho 6x1 como exemplo de tema capaz de influenciar o debate eleitoral. O senador criticou a posição que atribuiu a parlamentares do PL, afirmando ter visto notícias de que integrantes do partido pretendiam apresentar uma nova proposta no próximo ano para reverter eventuais mudanças favoráveis aos trabalhadores.
“É como se agora eles fossem votar a favor por conta da eleição e, em fevereiro, quando entrar o novo Congresso, eles querem retirar de novo esse direito”, pontuou.
