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PT pede mandado contra Kássio por decisões contra 'Exército de Lula'

PT pede mandado contra Kássio por decisões contra 'Exército de Lula'

Petistas dizem que presidente da corte invade atribuição do corregedor eleitoral

Por Mônica Bergamo/Diego Alejandro/Folhapress

22/10/2026 às 22:15

Foto: Victor Piemonte/STF/Arquivo

Imagem de PT pede mandado contra Kássio por decisões contra 'Exército de Lula'

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques

A campanha do presidente Lula (PT) vai reforçar um pedido de mandado de segurança apresentado ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra decisões do presidente da corte, Kassio Nunes Marques, sobre o canal de WhatsApp "Exército do Lula", administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

A iniciativa foi apresentada inicialmente no domingo (18), antes de o ministro determinar, nesta quinta-feira (22), que a Meta entregue em 24 horas um relatório técnico sobre o funcionamento do canal. A medida foi solicitada pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que acusa o grupo de promover ações coordenadas para ampliar o alcance de conteúdos favoráveis a Lula.

No mandado de segurança, a campanha petista argumenta que os pedidos sobre o canal devem ser analisados pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, responsável por uma ação apresentada por Flávio Bolsonaro contra o grupo. Para a defesa de Lula, Kassio tomou decisões sobre um caso que já estava sob análise de outro ministro, o que pode gerar ordens conflitantes.

A ação de Flávio foi apresentada em 7 de outubro. A campanha do senador pediu a suspensão do canal até 26 de outubro, a retirada de publicações e o fim de impulsionamentos. Também solicitou que os registros digitais fossem preservados para a investigação. No julgamento do caso, pede ainda a cassação do registro de candidatura e a declaração de inelegibilidade dos envolvidos.

Em seguida, a campanha de Flávio fez um pedido separado à Presidência do TSE para suspender o canal com urgência. Kassio tomou decisões sobre o caso nos dias seguintes. Parte delas foi suspensa temporariamente pelo corregedor, que determinou a reativação do grupo.

A defesa de Lula afirma que a Presidência do TSE não deveria decidir sobre a suspensão de um canal político nem conduzir uma apuração paralela à ação que já está em andamento. O pedido busca suspender os efeitos das decisões administrativas de Kassio e concentrar a análise dos questionamentos sobre o canal nas mãos do corregedor.

A campanha também questiona a exigência de vincular formalmente o canal à candidatura de Lula. Segundo a defesa, essa associação não significa que a campanha administre o grupo ou seja responsável por seu conteúdo, já que o canal é administrado por Janones.

O relatório pedido à Meta nesta quinta deverá trazer informações sobre o funcionamento do canal, incluindo possíveis ações coordenadas, ampliação artificial do alcance das publicações, anúncios pagos e conteúdos excluídos ou alterados.

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