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Protesto contra Bruno Reis suspende sessão da Câmara de Salvador nesta segunda
Protesto contra Bruno Reis suspende sessão da Câmara de Salvador nesta segunda
Por Política Livre
26/10/2026 às 18:35
Atualizado em 26/10/2026 às 21:49
Foto: Divulgação/PMS
Protesto contra o prefeito Bruno Reis (União) terminou com pichações na sede da Prefeitura
Um protesto contra o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), realizado nesta segunda-feira (26), na Praça Municipal, terminou com pichações na sede da Prefeitura e a liberação antecipada de servidores municipais. A manifestação também coincidiu com a não realização da sessão ordinária da Câmara Municipal de Salvador. Segundo alguns vereadores, a ausência de sessão ocorreu em razão da mobilização, que reuniu estudantes e representantes de movimentos sociais.
Durante o ato, manifestantes com os rostos cobertos foram flagrados pichando a porta de entrada da Prefeitura. Os participantes também queimaram um boneco com o rosto de Bruno Reis, acompanhado de uma bandeira dos Estados Unidos. Diante do clima de tensão, funcionários municipais foram liberados mais cedo.
A manifestação foi organizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal da Bahia (UFBA), com a participação de representantes de entidades ligadas à Universidade do Estado da Bahia (Uneb) e outros movimentos estudantis. Os manifestantes pediram o impeachment de Bruno Reis, acusando a gestão municipal de prejudicar o deslocamento dos eleitores durante o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).
A principal reclamação foi a redução da frota de ônibus que circulou pela capital baiana no dia da votação. Segundo os organizadores do protesto, a quantidade de veículos disponibilizados dificultou o acesso da população aos locais de votação.
Além de Bruno Reis, os manifestantes direcionaram críticas ao ex-prefeito ACM Neto (União). Os dois apoiaram a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL), derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa presidencial.
Sessão não ocorreu - A manifestação também repercutiu na Câmara Municipal de Salvador, localizada na Praça Municipal, onde não houve sessão ordinária nesta segunda-feira. Alguns vereadores atribuíram a não realização dos trabalhos legislativos ao protesto realizado nas proximidades do prédio.
A mobilização ocorreu em meio ao clima de tensão política provocado pelas denúncias de dificuldades no transporte público durante a votação. A proximidade entre as sedes da Prefeitura e da Câmara colocou o Legislativo municipal no centro da movimentação.
No domingo, a Prefeitura divulgou imagens de pessoas colocando adesivos de propaganda do PT em ônibus municipais na saída das garagens. O vereador Claudio Tinoco (União) acusou o Sindicato dos Rodoviários de contribuir para o atraso na circulação de parte da frota em razão da adesivação.
Segundo o vereador, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) precisou negociar com representantes da categoria para a retirada do material dos veículos.
O episódio ampliou o confronto político entre aliados de Bruno Reis e representantes de movimentos sociais e partidos ligados ao presidente Lula, que cobram explicações sobre a operação do transporte coletivo no dia da eleição.
