Home
/
Noticias
/
Exclusivas
/
Otto compara restrição de ônibus em Salvador à atuação da PRF nas eleições de 2022
Otto compara restrição de ônibus em Salvador à atuação da PRF nas eleições de 2022
Por Política Livre
25/10/2026 às 16:20
Atualizado em 25/10/2026 às 17:49
Foto: Divulgação/Arquivo
O senador Otto Alencar (PSD)
O senador Otto Alencar (PSD) comparou as restrições à circulação de ônibus em Salvador, neste domingo (25), durante o segundo turno da eleição presidencial, às operações realizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) nas eleições de 2022, durante o governo Jair Bolsonaro (PL). Presidente do PSD na Bahia, Otto classificou como lamentável a situação do transporte coletivo na capital baiana e criticou o prefeito Bruno Reis (União) e o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza.
“Considero lamentável a decisão que tenha partido do prefeito de Salvador ou do seu secretário de impedir a mobilidade urbana dos ônibus nas eleições para a Presidência da República”, afirmou o senador.
Otto lembrou que, no segundo turno de 2022, a Polícia Rodoviária Federal realizou operações de fiscalização em rodovias, sobretudo no Nordeste, que provocaram questionamentos sobre possíveis dificuldades impostas ao deslocamento de eleitores. Na avaliação do parlamentar, o episódio deste domingo em Salvador remete àquele cenário.
“Esqueceram a lição de 2022, quando Jair Bolsonaro colocou a Polícia Rodoviária Federal para impedir o povo baiano de votar?”, questionou.
O senador também afirmou que a votação deveria transcorrer sem obstáculos ao deslocamento dos eleitores, independentemente de suas preferências políticas.
“Domingo deveria ser de festa da democracia, da liberdade, da vontade popular e soberania do povo de Salvador. Não podemos aceitar que se façam ações para ele não chegar às urnas porque se tomou a decisão incorreta, inadequada, de impedir o trânsito do transporte coletivo de Salvador”, declarou.
Otto disse ainda que a aceitação dos resultados eleitorais é uma obrigação das lideranças políticas e criticou a possibilidade de medidas administrativas serem utilizadas para dificultar a participação dos cidadãos.
“Repilo essa situação como cidadão de Salvador, como senador e presidente do PSD. Se é resposta à derrota nas urnas, não aprenderam bem a lição. Precisam estudar e saber que o povo se expressa livremente por eleger ou não eleger”, pontuou.
“Aceitar o resultado das urnas é demonstrar a dignidade das urnas. Sigam o melhor exemplo, o da democracia, da liberdade e do direito de cada um de nós votar livremente”, concluiu o parlamentar.
