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Lula é aconselhado por aliados e avalia ir ao Senado caso fim da 6x1 seja aprovado
Lula é aconselhado por aliados e avalia ir ao Senado caso fim da 6x1 seja aprovado
Por Catia Seabra, Mariana Brasil e Augusto Tenório, Folhapress
14/10/2026 às 14:39
Foto: Ricardo Stuckert/PR/Arquivo
Aprovação da pauta é uma das principais metas da campanha do petista, que pressiona Congresso
Aliados do presidente Lula (PT) aconselham o petista a ir ao Senado caso o fim da jornada de trabalho 6x1 seja aprovado na Casa. Os parlamentares votam nesta quarta-feira (14) sobre a redução da escala, que hoje prevê seis dias de trabalho, frente a um de descanso por semana.
A PEC (Proposta de emenda à Constituição) começa a ser votada pelo plenário ainda sob dúvidas quanto à viabilidade de concluir os dois turnos de votação na mesma sessão.
Ao menos três pessoas do entorno do petista afirmam que já está sendo discutida a possibilidade de o presidente ir ao Congresso no caso de uma possível aprovação. O fim da jornada atual e a implementação dos dois dias de descanso semanal é uma das principais pautas da campanha de Lula à reeleição.
A base do governo tenta mobilizar as assinaturas suficientes para aprovar um requerimento de quebra de interstício, procedimento que permite antecipar o segundo turno de votação. Nesta terça (13), a líder do governo Teresa Leitão (PT-PE) calculava já ter ao menos 40 assinaturas favoráveis ao procedimento.
Na terça-feira (13), o novo porta-voz da campanha de Lula e também senador, Camilo Santana, não descartou a possibilidade de ida do presidente à Casa.
Pouco antes, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que disputa a Presidência da República contra Lula, mudou o tom sobre o tema e disse que votará a favor da alteração constitucional. A posição do candidato praticamente enterrou as intenções de tentar barrar o avanço da pauta.
"Vamos trabalhar [para isso]", disse Camilo. "O importante é que é uma vitória para o povo brasileiro. Foi uma vitória o candidato adversário ter anunciado que vai votar a favor da escala. Mudou de opinião e a gente espera que ele não possa, no futuro, mudar de novo."
