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Câmara vai extinguir escala 6x1 para cerca de 1,7 mil terceirizados, diz Motta
Câmara vai extinguir escala 6x1 para cerca de 1,7 mil terceirizados, diz Motta
Por Isadora Albernaz, Folhapress
16/10/2026 às 17:50
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados/Arquivo
O presidente da Câmara, Hugo Motta
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (16) que a Casa vai implementar, a partir da próxima semana, o fim da escala 6x1 (seis dias de trabalho e um de descanso). O anúncio foi feito em vídeo publicado nas redes sociais.
Segundo Motta, cerca de 1,7 mil servidores terceirizados que hoje atuam neste regime vão ter a escala de trabalho alterados com a mudança. Segundo ele, mais de 600 são mulheres. "Para muitas, o trabalho continua, depois do expediente, com as responsabilidades de casa e da família", disse Motta.
Ao lado do diretor-geral da Câmara, Guilherme Brandão, Motta afirmou que a Câmara iniciou e aprovou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a 6x1 e que agora "vai dar o exemplo".
"A emenda constitucional promulgada hoje permite até um ano para adequar os contratos. Mas, aqui na Câmara, vamos antecipar essa conquista com a implementação dos ajustes já ao longo da próxima semana. É uma reforma na qualidade de vida dos brasileiros", declarou.
Informações disponíveis no portal da Câmara mostram que a Casa tem atualmente 3.800 funcionários terceirizados, que são contratados por outras empresas prestadoras de serviço. A maioria atua como servente, copeiro e técnico de apoio administrativo. Outros 2.655 são servidores ativos.
A PEC foi promulgada pelo presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), nesta sexta (16), em sessão solene com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Hugo Motta.
A redução da jornada semanal máxima de 44 horas para 40 horas foi aprovada na Câmara e no Senado por ampla maioria de votos, com apoio de governo, centrão e oposição.
A emenda constitucional 141 torna obrigatória a concessão de dois dias de folga semanais aos trabalhadores formais. O dia a mais de descanso passa a valer daqui a 60 dias, quando também terá início a primeira redução da jornada semanal, para 42 horas.
A segunda e última etapa, a redução para 40 horas, será aplicada 12 meses depois.
