Keir Starmer anuncia renúncia no Reino Unido
Por José Henrique Mariante/Folhapress
22/06/2026 às 06:35
Foto: Reprodução/Arquivo/Instagram
Keir Starmer
Keir Starmer anunciou nesta segunda-feira (22), em Londres, que deixará de ser primeiro-ministro do Reino Unido. Em um breve pronunciamento em frente ao número 10 de Downing Street, a sede do governo, Starmer declarou que apresentou sua renúncia ao rei Charles 3° nesta manhã.
Seu mais provável sucessor, Andy Burnham, ex-prefeito de Manchester, também nesta segunda foi empossado como membro do Parlamento, condição política para se tornar candidato à premiê dentro do Partido Trabalhista. Visivelmente emocionado em seu discurso, Starmer declarou que dará "apoio pleno e inequívoco" a seu sucessor.
Se não tiver adversários dentro da legenda, Burnham pode tomar posse em julho. No caso de eleições internas, Starmer afirmou que solicitará à direção trabalhista o registro de candidataturas até 9 de julho. "Isso garantirá a posse de um novo líder antes da volta do Parlamento [do recesso] em setembro", declarou Starmer.
"Ficarei no posto até que o processo seja completado e farei de tudo que puder para assegurar uma transição de poder organizada."
Starmer, 63, ex-diretor do Ministério Público, não completou dois anos no cargo. Com uma vitória arrasadora em junho de 2024, pôs fim a uma controversa era conservadora, que começou a exatos dez anos, com o plebiscito que determinou a saída do país da União Europeia. Desde então, o Reino Unido teve cinco trocas de poder.
Se o pior momento da história para os Conservadores elegeu os trabalhistas de maneira dramática há dois anos, fez também reascender a extrema direita no país, simbolizada pelo Reform UK, do populista Nigel Farage. Ainda que contestado, o governo Starmer só sucumbiu depois de os trabalhistas serem superados pela sigla da Farage em eleições regionais, em maio.
"Toda decisão que tomei foi para colocar o país que amo em primeiro lugar. Por isso renuncio ao cargo de lider do Partido Trabalhista", disse Starmer em seu discurso, reconhecendo que sua saída era inevitável para contornar a crise que se instalou em seu governo.
