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Comissão da Câmara vai debater rombo bilionário deixado por empresa coreana aos cofres públicos
Comissão da Câmara vai debater rombo bilionário deixado por empresa coreana aos cofres públicos
Audiência quer discutir impacto de rombo de R$ 1 bilhão deixado após construção da Companhia Siderúrgica do Pecém, no Ceará
Por Gabriela Echenique/Folhapress
07/06/2026 às 17:45
Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados/Arquivo
Plenário da Câmara dos Deputados
O rombo bilionário deixado pelos cofres públicos pela siderúrgica coreana Posco vai ser alvo de debates na Câmara dos Deputados nesta semana. A audiência pública está marcada para terça-feira (9) na Comissão de Desenvolvimento Econômico.
O assunto passou a preocupar o Itamaraty após a justiça determinar que a empresa pague uma dívida de R$ 1 bilhão deixada após a construção da Companhia Siderúrgica do Pecém, no Ceará.
Só a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional tem direito a receber cerca de R$ 40 milhões. O ministro de relações exteriores, Mauro Vieira, quer conseguir um acordo pelo diálogo e tem mantido conversas com os credores da empresa.
Para a audiência na Câmara, foram convidados integrantes do governo brasileiro, empresas, entidades e a Associação Internacional dos Credores da Posco (IAPC).
A associação e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços já confirmaram presença. A reunião foi pedida pelos deputados Luiz Gastão (PSDB-CE) e Moses Rodrigues (União-CE).
O objetivo do encontro é debater o impacto fiscal ao estado do Ceará e à União, além do prejuízo às empresas brasileiras.
No requerimento, Gastão afirmou que a audiência pode proporcionar fiscalizações e possíveis iniciativas legislativas.
"Além dos impactos fiscais, dezenas de empresas brasileiras foram prejudicadas, algumas levando ao fechamento de atividades. Há ainda questionamentos sobre a lisura do pedido de autofalência, a movimentação financeira da empresa no Brasil e a eventual responsabilidade da empresa contratante original", diz o documento.
Os novos capítulos do escândalo ocorrem em meio à aproximação comercial do Brasil com a Coreia do Sul. Em fevereiro, os países assinaram acordos e tentam reabrir tratativas para um acordo comercial amplo.
