Home
/
Noticias
/
Exclusivas
/
Vereadores batem boca por emendas impositivas durante sessão da Câmara de Salvador
Vereadores batem boca por emendas impositivas durante sessão da Câmara de Salvador
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
05/05/2026 às 19:45
Foto: Paulo Azevedo/CMS
O vereador Téo Senna (PSDB)
A sessão ordinária da Câmara Municipal de Salvador (CMS) desta terça-feira (5) foi marcada por um bate-boca entre o líder da bancada de oposição, vereador Randerson Leal (Podemos), e o primeiro vice-líder da bancada de governo, vereador Téo Senna (PSDB), em função da cobrança do pagamento das emendas impositivas pelos vereadores oposicionistas.
O desentendimento começou após o líder da oposição criticar uma declaração do tucano, que disse em entrevista à rádio Baiana FM que só vai ter emendas parlamentares “quem merecer”.
De acordo com Leal, todos os vereadores que foram eleitos merecem receber as emendas, visto que é algo que está determinado na Constituição Federal.
“É um direito de cada vereador. As emendas parlamentares, as emendas impositivas, estão garantidas na Constituição Federal, no artigo 160. Não é para quem merecer não, porque todos nós merecemos porque fomos eleitos pelo povo de Salvador e que precisa do mandato forte de todos os vereadores e vereadoras de Salvador”, declarou.
“Não é um privilégio, não é um benefício, é um direito. É um absurdo a fala do vereador [Téo] e espero que não seja um recado do Palácio Thomé de Souza. Não são emendas para a bancada de oposição, são emendas para Salvador, para as comunidades que nós representamos”, continuou.
Após as declarações de Leal, o presidente da Casa, vereador Carlos Muniz (PSDB), interveio e defendeu acreditar que se tratava “apenas de uma opinião” por parte do correligionário. “Eu tenho certeza que suas emendas foram enviadas. Pode ter certeza que não foi um recado do Palácio Thomé de Souza, é uma opinião do vereador que nós devemos respeitar”, ponderou Muniz.
Ao se manifestar, Téo Senna destacou que era direito dele, assim como dos demais vereadores, expressar suas opiniões “e isso precisa ser respeitado”. “Isso é direito meu, e a gente tem que entender isso. Eu, enquanto vereador, acho que a gente tem que ser bom para o governo e não só criticar”, afirmou.
