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Lula quer assinar acordo de combate ao crime organizado em reunião com Trump, diz Alckmin

Lula quer assinar acordo de combate ao crime organizado em reunião com Trump, diz Alckmin

Presidentes devem se encontrar nesta quinta-feira (7) para tratar de temas bilaterais em conversa na Casa Branca

Por Mariana Brasil/Folhapress

05/05/2026 às 16:30

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

Imagem de Lula quer assinar acordo de combate ao crime organizado em reunião com Trump, diz Alckmin

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (5) que o governo brasileiro deve buscar um acordo de combate ao crime organizado transnacional durante o encontro entre Lula (PT) e Donald Trump previsto para quinta-feira (7).

"Em relação ao crime organizado, esse é um tema que o presidente Lula já levou ao presidente Trump, e vai levar novamente, que é um acordo para o combate a organizações criminosas transnacionais, ao crime organizado transnacional", disse em entrevista à Globonews.

"Nós podemos fazer muita parceria nessa área, controle de fluxo financeiro, investigação, esse é um tema extremamente relevante".

O combate ao crime organizado na esfera internacional já foi discutido em reunião anterior entre Lula e Trump. Em falas públicas, o brasileiro pediu que o homólogo americano cooperasse para prender brasileiros envolvidos em escândalos financeiros.

Hoje também está em discussão a mudança da classificação de facções criminosas como CV (Comando Vermelho) e PCC (Primeiro Comando da Capital) como grupos terroristas.

Nos últimos meses, o governo brasileiro tenta evitar essa mudança na designação. O Planalto avalia que a designação abriria brecha legal para intervenções dos EUA em território brasileiro.

A expectativa é de que o presidente embarque para os Estados Unidos na quarta-feira (6) e retorne na sexta-feira (8). A confirmação oficial deve sair em comunicado da Casa Branca.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, também deve acompanhar Lula, que esteve nos EUA durante as reuniões da primavera do FMI (Fundo Monetário Internacional) e anunciou no início de abril uma parceria estratégica entre os dois países para o combate ao crime organizado transnacional.

Integrantes do governo e diplomatas ainda adotam cautela e evitaram dar como certa a visita porque a informação não foi oficialmente divulgada pelas autoridades americanas. Do lado brasileiro, há o receio de confirmar a informação antecipadamente e o governo americano cancelar o compromisso.

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