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Israel deporta ativista brasileiro Thiago Ávila após retenção de flotilha em direção a Gaza

Israel deporta ativista brasileiro Thiago Ávila após retenção de flotilha em direção a Gaza

O palestino-espanhol Saif Abu Keshek também foi deportado, informou o governo israelense

Por Folhapress

10/05/2026 às 07:20

Foto: Reprodução/Instagram

Imagem de Israel deporta ativista brasileiro Thiago Ávila após retenção de flotilha em direção a Gaza

O ativista brasileiro Thiago Ávila

O Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou neste domingo (10) ter deportado o brasileiro Thiago Ávila e o palestino-espanhol Saif Abu Keshek. Os ativistas faziam parte de uma flotilha com destino à Faixa de Gaza capturada por forças israelenses no final de abril.

"Saif Abu Keshek e Thiago Ávila, da flotilha de provocação [tradução literal], foram deportados hoje de Israel", publicou o Ministério das Relações Exteriores israelense no X, acrescentando que as autoridades concluíram uma investigação os dois e que "não permitirão nenhuma violação" do bloqueio a Gaza.

Ávila e outros três brasileiros participaram da flotilha que pretendia levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. O grupo teria sido interceptado em águas internacionais, nas proximidades da ilha de Creta, na Grécia. No total, 175 pessoas, de várias nacionalidades, foram detidas, informou Tel Aviv.

Além de Ávila, os outros brasileiros que foram detidos por Israel são Amanda Coelho Marzall, Leandro Lanfredi de Andrade e Thainara Rogério. Todos participavam da missão da Global Sumud Flotilla, que havia partido de Catânia, na Itália, em 26 de abril, com destino ao território palestino.

Amanda Marzall, também conhecida como Mandi Coelho, é militante do PSTU e pré-candidata a deputada federal por São Paulo. Leandro Lanfredi é petroleiro da Transpetro, diretor do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros. Já Thainara Rogério possui dupla nacionalidade brasileira e espanhola e estava em um barco com delegação catalã.

Ainda no início de maio, os ativistas, de múltiplas nacionalidades, foram libertados na Grécia, porém Abu Keshek e Ávila continuaram detidos.

O ativista brasiliense já foi preso por militares israelenses em outras duas iniciativas semelhantes. Em uma das ocasiões, familiares denunciaram maus-tratos e afirmaram que o brasileiro recebeu ameaças e foi colocado em uma solitária. Na missão mais recente, ele integrava o comitê diretor internacional da flotilha, ainda de acordo com a organização.

Antes da deportação, a Organização das Nações Unidas (ONU) chegou a pedir na quarta (6) a libertação imediata de Abu Keshek e Ávila.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticara na terça (5) a decisão do tribunal. "Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha 'Global Sumud', é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos", escreveu.

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