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Após ruídos na base, Rosemberg minimiza “efeito Rowenna” e reforça unidade governista

Após ruídos na base, Rosemberg minimiza “efeito Rowenna” e reforça unidade governista

Por Carine Andrade, Política Livre

13/05/2026 às 14:35

Foto: Política Livre

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O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, Rosemberg Pinto (PT)

O líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Rosemberg Pinto (PT), disse ter conversado com os deputados que faltaram à sessão plenária na semana passada, o que acabou comprometendo a votação da 24ª operação de crédito solicitada pelo governo, na ordem de R$ 5,5 bilhões, para investimento em ações da Embasa.

A urgência da matéria somente foi aprovada nesta terça-feira (12), quando a Casa registrou plenário cheio e quórum suficiente para apreciação do projeto enviado pelo Executivo, contrastando com o que se viu na semana anterior.

Perguntado sobre o clima de insatisfação na base governista com o suposto favorecimento a pré-candidaturas, conforme vem sendo admitido por parlamentares de forma reservada, o líder da maioria reforçou a unidade do grupo e adotou um tom conciliador ao afirmar que “ninguém quer nada demais, a não ser ter as suas reivindicações atendidas nos seus direitos que cada um entende que tem”.

Como mostrou este Política Livre, uma das queixas da base de Jerônimo seria o protagonismo da pré-candidata a deputada estadual e ex-secretária de Educação Rowenna Brito, o que acabou dando margem a um movimento apelidado por parlamentares como “efeito Rowenna”.

Em defesa da ex-secretária, Rosemberg Pinto afirmou ter achado a colocação “pesada e insensata” e sinalizou que em conversa individual com os deputados que faltaram à sessão compreendeu as motivações e deu o assunto como “superado”. 

“Eu achei muito pesada essa colocação, creditando a Rowenna à não votação da semana passada. Eu acho que há, sim, alguns questionamentos, o que é natural em toda eleição, principalmente em candidaturas oriundas da gestão. Mas daí a jogar responsabilidade para uma pessoa, na minha opinião, foi insensato”, pontuou.

Banco Master

O líder do governo também repercutiu reportagem publicada por O Globo esta semana, apontando que a eleição na Bahia será marcada pelos desdobramentos do caso do Banco Master, que atingiu tanto membros do PT, como o senador Jaques Wagner e o pré-candidato ao Senado Rui Costa, quanto o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).

Perguntado se o escândalo do banco de Daniel Vorcaro vai ditar o tom da campanha de outubro, inaugurando um “efeito Master”, Rosemberg foi categórico ao projetar que esse tema não será fator decisivo entre a população.

“Não, não acho. Eu entendo que a questão do Banco Master tem que ser averiguada, tem que ir a todos os detalhes, mas não é isso que vai mover o processo eleitoral. Nós temos, na Bahia e no Brasil, 80% da população que ganha entre zero e dois salários mínimos. Esse é o grande eleitor do Brasil e da Bahia, e esse eleitor está preocupado em sobreviver. O que vai ditar as eleições aqui é a capacidade de resolver os problemas da população mais carente”, frisou.

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