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Ireuda Silva repudia caso de injúria racial contra policial em Salvador e cobra rigor da Justiça
Ireuda Silva repudia caso de injúria racial contra policial em Salvador e cobra rigor da Justiça
Por Redação
23/04/2026 às 09:06
Foto: Divulgação/Arquivo
Ireuda Silva
A vice-presidente da Comissão de Reparação, vereadora Ireuda Silva (Republicanos), manifestou indignação e repúdio diante do caso de injúria racial envolvendo uma turista de 74 anos, presa após ofender um policial militar no Largo de Santana, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador.
Durante a abordagem, a mulher afirmou ser superior ao agente por ser branca e declarou que em Brasília “só tem branco”, enquanto na capital baiana “só tem preto”. A parlamentar classificou o episódio como “grave, inadmissível e revelador de um racismo estrutural que ainda insiste em se manifestar de forma explícita na sociedade brasileira”.
Para Ireuda, que preside a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, o caso exige uma resposta firme das instituições. “Não se trata de uma opinião, mas de um crime. A injúria racial fere a dignidade humana, reforça desigualdades históricas e não pode, em hipótese alguma, ser relativizada. Salvador é uma cidade de maioria negra, com uma história marcada pela resistência e pela luta contra o racismo. Não aceitaremos retrocessos”, afirmou.
A vereadora também destacou a importância de que a Justiça conduza o caso com o devido rigor, após a conversão da prisão em preventiva. Segundo ela, a responsabilização é fundamental para coibir novos episódios. “É preciso dar um recado claro: o racismo é crime e será tratado como tal. Além da punição, precisamos avançar em políticas públicas de educação e conscientização para combater esse tipo de comportamento, que ainda persiste em diferentes espaços”, completou.
Por fim, Ireuda reforçou solidariedade ao policial militar alvo das ofensas e a toda a população negra de Salvador. “Esse ataque não atinge apenas um profissional, mas toda uma coletividade. Seguiremos firmes na luta por respeito, igualdade e justiça racial”, concluiu.
