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Michelle lança bancada de aliadas para o Senado e trabalha pelo apoio de Bolsonaro e do PL

Michelle lança bancada de aliadas para o Senado e trabalha pelo apoio de Bolsonaro e do PL

Criticada por falta de empenho por Flávio, ex-primeira-dama já articulou em estados e obteve vitórias

Por Carolina Linhares/Folhapress

22/03/2026 às 08:20

Foto: Reprodução/Instagram

Imagem de Michelle lança bancada de aliadas para o Senado e trabalha pelo apoio de Bolsonaro e do PL

Michelle Bolsonaro (ao centro) com as pré-candidatas ao Senado Priscila Costa (PL-CE) e Bia Kicis (PL-DF)

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) deve emplacar uma bancada de aliadas entre os candidatos do PL para as eleições deste ano, além de concorrer ao Senado pelo Distrito Federal.

Presidente do PL Mulher, Michelle trabalha pelo apoio do partido a nomes próximos dela para disputar o Senado, como Caroline de Toni (PL-SC), Bia Kicis (PL-DF), Priscila Costa (PL-CE) e Rosana Valle (PL-SP), e o governo, como Celina Leão (PP-DF) e Maria do Carmo (PL-AM). A ex-primeira-dama já obteve vitórias em embates internos na cúpula do PL.

Por outro lado, a ex-primeira-dama tem sido criticada internamente pela falta de empenho em relação à eleição de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), escolhido pelo pai, Jair Bolsonaro (PL), como candidato à Presidência. Para atenuar a crise, o senador tem dito que Michelle vai embarcar na sua campanha no tempo certo.

Michelle reduziu suas funções partidárias desde que o ex-presidente deixou a prisão domiciliar, em novembro do ano passado, para cumprir pena por tentativa de golpe de Estado em uma unidade da Polícia Federal e, depois, na Papudinha.

Ainda assim, ela tem influenciado as escolhas do partido e assegurado apoio do PL a candidatas de sua preferência, como no caso da deputada federal Caroline de Toni, que chegou a ser preterida pelo partido na disputa do Senado, mas acabou tendo a candidatura confirmada por Bolsonaro.

Na mesma semana em que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, comunicou a De Toni que ela ficaria de fora da chapa do partido, a ex-primeira-dama publicou uma foto ao lado da deputada com uma mensagem de apoio.

Naquele momento, no início de fevereiro, o partido havia decidido que a chapa ao Senado seria composta por Carlos Bolsonaro (PL) e pelo senador Esperidião Amin (PP), e restava a De Toni deixar a legenda. Políticos que visitaram Bolsonaro na prisão, no entanto, afirmaram que ele deixou clara sua preferência pela deputada no lugar de Amin, e Valdemar cedeu.

Quando a chapa foi formalmente anunciada por Flávio no fim do mês passado, Michelle compartilhou sua primeira publicação como uma lembrança, e De Toni agradeceu. "Você foi peça fundamental para o dia de hoje. Muito obrigada pela amizade, apoio e carinho de sempre. Conta sempre comigo", escreveu a deputada.

No Distrito Federal, a chapa do PL também deve ser composta por aliadas de Michelle após o rompimento entre o partido e o governador, Ibaneis Rocha (MDB), implicado no caso Master. O PL propôs a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara Legislativa do DF para investigar a fraude que envolve o BRB (Banco de Brasília).

O plano de Ibaneis era concorrer ao Senado com o apoio do PL, que agora caminha para lançar duas mulheres ao Senado, Michelle e a deputada federal Bia Kicis, além de apoiar a eleição para o governo da vice-governadora Celina Leão. Celina e Bia mantêm relação próxima com a ex-primeira-dama.

Interlocutores da ex-primeira-dama dizem que a vontade de Bolsonaro é que ela concorra ao Senado, mas sua candidatura depende da situação de saúde do marido.

Quem convive com Michelle relata que ela tem dito que seu futuro político está nas mãos de Deus. O acompanhamento da rotina de Bolsonaro na prisão e problemas de saúde fizeram a ex-primeira-dama adiar atos do PL Mulher que estavam previstos no Rio de Janeiro e no Tocantins em dezembro e fevereiro, respectivamente.

Apesar de concordarem que a prisão domiciliar é necessária diante das crises de soluço do ex-presidente, bolsonaristas também observam que tal mudança teria como efeito uma influência ainda maior da ex-primeira-dama sobre o marido no período eleitoral.

Um acordo com Valdemar estabeleceu que Bolsonaro definirá os nomes que disputarão o Senado pela sigla, mas Michelle trabalha em paralelo em prol da sua própria bancada.

No Nordeste, ela declarou apoio à vereadora Priscila Costa para concorrer a senadora pelo Ceará, onde a aliada preside o PL Mulher. O partido ainda não bateu o martelo em relação a lançar a vereadora.

No Amazonas, a professora Maria do Carmo também tem o apoio de Michelle para concorrer ao governo do estado. Em 2024, ela disputou o cargo de vice-prefeita e perdeu. Maria do Carmo aparece nas anotações de Flávio, reveladas pela Folha, como principal opção para o cargo.

Outro nome apoiado por Michelle para o Senado é o da deputada federal Rosana Valle, que por enquanto mantém a ideia de se candidatar à reeleição. A hipótese foi aventada porque ainda resta ao PL escolher um candidato a senador em São Paulo —a outra vaga na chapa será de Guilherme Derrite (PP).

Rosana preside o PL Mulher em São Paulo e é próxima de Michelle, mas também concorrem para o posto políticos ligados ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), como Mário Frias, Gil Diniz e Sonaira Fernandes, além de pessoas da confiança de Bolsonaro, como o vice-prefeito da capital paulista, Mello Araújo.

Michelle também filiou ao PL a deputada Carla Dickson (RN), que era do União Brasil, para concorrer à reeleição. Na Câmara, a ex-primeira-dama apoia uma série de deputadas: Coronel Fernanda (PL-MT), Soraya Santos (PL-RJ), Roberta Roma (PL), Daniela Reinehr (PL-SC), Chris Tonietto (PL-RJ), Julia Zanatta (PL-SC) e Rosângela Reis (PL-MG).

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