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CSN fecha crédito de US$ 1,2 bi com bancos para enfrentar crise financeira

CSN fecha crédito de US$ 1,2 bi com bancos para enfrentar crise financeira

Empréstimo pode chegar a US$ 1,4 bilhão e faz parte de plano de desinvestimento

Por Folhapress

21/03/2026 às 18:45

Foto: Reprodução/X

Imagem de CSN fecha crédito de US$ 1,2 bi com bancos para enfrentar crise financeira

Benjamin Steinbruch, dono da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional)

A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) afirmou neste sábado (21) que assinou uma carta-compromisso vinculante com um conjunto de bancos para uma nova linha de crédito sindicalizada garantida de US$ 1,2 bilhão (R$ 6,24 bilhões), com potencial para aumentar para US$ 1,4 bilhão (R$ 7,28 bilhões).

A medida faz parte de um plano de desinvestimento mais amplo anunciado em janeiro, disse a CSN em fato relevante, e deverá ser garantida em parte por determinados ativos designados para desinvestimento, incluindo a unidade de cimento da empresa.

Integram o grupo de bancos o Morgan Stanley Senior Funding, Inc., Citigroup Global Markets Inc., Credit Agricole Corporate and Investment Bank, HSBC Securities (USA) Inc., Banco XP S.A., BNP Paribas Sec. Corp., Banco do Brasil S.A. New York Branch e Banco Bradesco S.A..

A subsidiária CSN Inova Ventures atuará como tomadora do empréstimo, e a CSN e a unidade de cimento CSN Cimentos serão as garantidoras.

Conforme fato relevante publicado neste sábado, a taxa de juros dos empréstimos estará disponível a partir de SOFR (Secured Overnight Financing Rate, ou taxa de financiamento diário garantido) + 6% ao ano com prazo final de 5 anos.

A CSN afirma que os recursos destinam-se ao refinanciamento de dívidas existentes e ao pagamento de taxas, despesas e custos relacionados ao empréstimo.

O endividamento da CSN voltou a subir no quarto trimestre de 2025, de acordo com dados apresentados pela empresa no último dia 12. Ao todo, o grupo fechou o ano com uma dívida de R$ 41,22 bilhões, valor 3,47 vezes superior a seu Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

O grupo de Benjamin Steinbruch vive uma de suas piores crises financeiras desde sua fundação. Analistas do mercado financeiro e credores da empresa demonstram há meses preocupações com os débitos do grupo.

Nesta semana, a Bloomberg revelou que Joesley Batista, dono da JBS, está em negociações para adquirir a unidade de cimento da CSN, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. As conversas são feitas diretamente com Steinbruch, que vem enfrentando pressão crescente de credores para vender ativos.

A CSN tem trabalhado com o Morgan Stanley para oferecer a subsidiária de cimento ao mercado. No entanto, a J&F, holding da qual a JBS faz parte, expressou interesse na unidade de mineração da CSN, um dos negócios mais sólidos do conglomerado da CSN, disseram as pessoas, pedindo para não serem identificadas, pois as conversas são privadas.

No ano passado, a unidade de mineração produziu 45,5 milhões de toneladas de minério de ferro de alta qualidade.

A Votorantim e a gigante chinesa Huaxin Cement também estão entre as empresas em conversas iniciais para adquirir a unidade de cimento.

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