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As três críticas à gestão política do governo e à coordenação de Neto, as menções a 'Mumu' para vice de Jerônimo, o risco para Félix, Lídice e Ricardo e o secretário do Mundo da Lua

As três críticas à gestão política do governo e à coordenação de Neto, as menções a 'Mumu' para vice de Jerônimo, o risco para Félix, Lídice e Ricardo e o secretário do Mundo da Lua

Por Política Livre

25/03/2026 às 11:48

Atualizado em 25/03/2026 às 11:44

Foto: Política Livre

Imagem de As três críticas à gestão política do governo e à coordenação de Neto, as menções a 'Mumu' para vice de Jerônimo, o risco para Félix, Lídice e Ricardo e o secretário do Mundo da Lua

Sem articulação

Às portas do encerramento da janela partidária, período em que políticos podem trocar de legenda sem perder os mandatos, a articulação política do governador Jerônimo Rodrigues (PT) continua recebendo mais críticas do que a do seu opositor, ACM Neto (União Brasil). As queixas dizem respeito principalmente à dificuldade para fechar nominatas (relação de candidatos) para ajudar na reeleição de deputados federais da base e fortalecer bancadas.

Barbeiragem

Além de classificarem a operação para manter o PP no governo de verdadeiro 'fracasso', as forças aliadas apontam como grande barbeiragem, capaz de inviabilizar a reeleição de colegas, a articulação que resultou no ingresso de Raimundo da Pesca, Adriano de Serrinha e Bebeto Galvão no PSD. Com a filiação deles, o PSD pode eleger um quinto deputado federal, em prejuízo de outras agremiações igualmente aliadas.

Sem quociente

A ida fechada da trinca para o partido do senador Otto Alencar, depois de negociações entabuladas com o Podemos, o PDT e o MDB, o que se tornou alvo de muitas críticas contra o governo, aprofundou as dificuldades de reeleição dos deputados federais como Félix Mendonça Jr. (PDT), Ricardo Maia (MDB) e Lídice da Mata (PSB), que poderiam ter suas vitórias asseguradas, caso a articulação de Jerônimo tivesse interferido e dividido a alocação dos três entre as três agremiações.

Lídice da Mata

Lídice da Mata





Quem pode, pode

Um governista especializado em cálculo eleitoral e formação de chapas proporcionais, que, a despeito da expertise, diz nunca ter sido consultado pela articulação do governador, aponta, por exemplo, que se apenas um dos três políticos que foram para o PSD ingressasse no Podemos, junto com  Mário Negromonte Jr., hoje no PP e em busca de uma nova agremiação, o partido estaria viabilizado. 'O que fizeram é um golpe no quociente eleitoral de quatro partidos da base', aponta. 

Três queixas

São três as principais críticas à articulação política do governo, oriundas, diga-se de passagem, de todos os partidos governistas, inclusive do PT: 1. Não se preocupa em ouvir os aliados. 2. Só trabalha para eleger Lucas Reis (PT), assessor principal e candidato a deputado federal do senador Jaques Wagner que, segundo se comenta no governo, não conhece limites no projeto de tentar chegar à Câmara dos Deputados. 3. Jerônimo só vive viajando.

Lucas Reis

Lucas Reis



Plano velado

"Não é possível, mas parece que trabalham para derrotar Jerônimo", diz um 'menudo' petista, indignado também com o que chama de cabeça de vento do chefe da Casa Civil, Afonso Florense, deputado federal licenciado que, segundo ele, só pensa na própria reeleição, além de em questões como a ampliação do Buraco Negro e o conflito entre árabes e israelenses no Oriente Médio, ainda mais agora depois que Trump se meteu a atacar o Irã com Bibi Netanyahu.

Plano Mumu

Mas as queixas em relação à articulação política neste período não envolvem apenas o governo, alvo principal das críticas exatamente por deter o poder. No grupo do candidato das oposições, quem mexe mais do que siri na lata e voltou, inclusive, a ser cotado para vice de Jerônimo é o presidente da Câmara de Salvador, o vereador Carlos Muniz (PSDB). Ele não gostou da nominata que fizeram no partido para deputado federal, que não teria contemplado os interesses eleitorais do filho candidato.

Carlos Muniz

Carlos Muniz



Risco

Odiado por diversos setores do PL na Bahia, João Roma pode ter sua pretensão de concorrer ao Senado na chapa de Neto contestada internamente. A pressão contrária deve se consolidar principalmente caso a mulher, a deputada federal Roberta Roma (PL), seja indicada vice do presidenciável Flávio Bolsonaro. O entorno do filho de Bolsonaro já teria reportado sobre as dificuldades de Roma ao candidato a governador do União Brasil, que se encontrou na semana passada com Flávio. 

Erro capital

Aliados do governador consideram ter sido um erro capital o governo baiano ter deixado eclodir a mobilização contra a alta dos combustíveis, que travou parte de Salvador nesta terça (24) e desaguou no Centro Administrativo. A avaliação é que o governador não poderia ficar nas cordas nessa agenda, quando o presidente Lula já havia feito renúncia de impostos federais justamente para evitar desgaste eleitoral com essa matéria. 

Demora

Para a turma interna da crítica, por aqui Jerônimo poderia ter anunciado a isenção do ICMS ou algo parecido, atendendo em primeira mão ao apelo que o próprio presidente da República fez aos governadores. A sensação é que Jerônimo pagou para ver e corre o risco de ver demais se essa mobilização ganhar corpo, como temem setores do governo. A demora no tempo de resposta também deu de bandeja a ACM Neto, seu principal opositor, uma pauta com amplo engajamento.

ACM Neto

ACM Neto



Pitacos

* O ex-deputado federal Marcelo Nilo (Republicanos) aceitou a proposta do ex-prefeito ACM Neto, pré-candidato ao Palácio do Planalto, para ser deputado por 8 meses e indicar o nome do suplente de Angelo Coronel na chapa, mas o acordo não deixou o ex-chefe da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) totalmente satisfeito.

* Do acerto, fez parte também a promessa de entregar a Nilo uma secretaria estadual no caso de Neto se eleger governador.

* No PL baiano, há insatisfação com a chegada de quadros não ideológicos na sigla para disputar a eleição de 2026. Para os bolsonaristas, há chance de aqueles mais alinhados a Jair Bolsonaro ficarem de fora das cadeiras, principalmente na Assembleia Legislativa. 

* E quem pode desembarcar no PL é o deputado estadual Samuel Júnior, hoje no Republicanos. A chegada de Samuel, no entanto, é bem vista pelos bolsonaristas. Para eles, o parlamentar traria votos "fora da bolha" para a sigla e ajudaria o partido a ter mais uma vaga na Casa.

* Inclusive, o parlamentar adotou um discurso firme contra o STF e o governo Lula, pautas da preferência na atualidade dos bolsonaristas. Samuel, no último final de semana, até parabenizou o ex-presidente Jair Bolsonaro por ocasião de seu aniversário de 71 anos.

* O vereador de Lauro de Freitas Gabriel Bandarra Joffily de Souza (PL), conhecido como Tenóbio, sofreu mais um revés na Justiça Eleitoral. O edil foi condenado a pagar uma multa de R$ 40 mil por realização de propaganda eleitoral antecipada negativa e “deep fake” contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT). 

* A perspectiva de crescimento de partidos como União Brasil e Republicanos, além do próprio PL, nestas eleições na Bahia, tem assustado a base governista, onde se prevê que "muita gente grande" pode ficar sem cadeira em 2027. 

* A preocupação maior seria no PSB, partido que se diz que Jerônimo tem atuado para "suplementar". Parlamentares de mandato e que já estão na sigla estão prevendo muitas dificuldades na reeleição. Alguns pediram ao governador para que ele pudesse "segurar a onda" no envio de quadros para a sigla.

* A filiação do deputado estadual Niltinho, ex-PP, ao PSD, esta semana, junto com a mulher Sylvia, ativou especulações de que ele pode lançá-la à Assembleia em seu lugar para ocupar a vice de Jerônimo.

Ivana Bastos, Sylvia Bastos, Niltinho e Otto Alencar

Ivana Bastos, Sylvia Bastos, Niltinho e Otto Alencar



* Uma discussão recente entre dois desembargadores no Tribunal de Justiça está mostrando que não será fácil a vida daqueles que ficaram 'neutros' na eleição à mesa diretora do Judiciário baiano, no ano passado.

* Nos bastidores já é dado como certo que a deputada Fabíola Mansur vai mesmo trocar o PSB pelo PDT. Porém, como a articulação com os pepistas boiou, uma luz no fim do túnel acendeu e já tem gente nutrindo a esperança de que ela reavalie a decisão.

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