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Kátia Bacelar critica importação de cacau e diz que prática ameaça produtores do Sul da Bahia
Kátia Bacelar critica importação de cacau e diz que prática ameaça produtores do Sul da Bahia
Por Redação
06/02/2026 às 12:43
Foto: Divulgação
A produtora rural e pré-candidata a deputada estadual Kátia Bacelar (PL) afirmou que a importação de cacau estrangeiro tem pressionado os preços pagos ao produtor no Sul da Bahia e colocado em risco a sustentabilidade econômica da agricultura familiar na região. Em manifestação pública, ela classificou a prática como prejudicial ao setor justamente no momento em que o mercado internacional começa a reagir.
Segundo Bacelar, a entrada de cacau importado, especialmente de países africanos, ocorre em períodos de alta de preços e acaba derrubando o valor da arroba no mercado interno. Para ela, o impacto recai principalmente sobre pequenos e médios produtores, muitos inseridos no sistema de cabruca, modelo de cultivo que preserva áreas de Mata Atlântica.
“O Sul da Bahia, berço histórico do cacau brasileiro, vive mais um capítulo de injustiça econômica. Quando o preço começa a reagir, a importação pressiona artificialmente o mercado e quem sente primeiro são os agricultores familiares”, afirmou.
A produtora sustenta que o movimento não é isolado e se repete em ciclos de valorização da commodity. De acordo com ela, faltam transparência e debate público sobre os efeitos regionais da entrada de grandes volumes de produto importado.
Na avaliação de Kátia Bacelar, a região cacaueira já acumula perdas históricas com pragas e dificuldades estruturais. Ela cita impactos prolongados da vassoura-de-bruxa e da podridão-parda, além de limitações de crédito, assistência técnica insuficiente e êxodo rural.
“Durante anos, os produtores enfrentaram doenças nas lavouras, falta de apoio e empobrecimento. Agora que o mercado começa a valorizar o cacau, o produtor baiano é novamente penalizado”, declarou.
Ao comentar o tema, Bacelar destacou que fala também na condição de produtora. “Conheço o custo da adubação, da mão de obra, da colheita e do manejo sanitário. Conheço o peso de uma arroba mal paga. Não me calo”, disse.
Ela anunciou que pretende levar a denúncia a órgãos federais e ministérios, além de dialogar com a bancada baiana no Congresso Nacional. Entre as medidas defendidas estão maior transparência nas importações, critérios técnicos e sanitários mais claros, exigências de qualidade do produto importado e políticas de proteção ao produtor nacional.
A pré-candidata também defendeu mecanismos que garantam previsibilidade e preço justo para o cacau baiano. “O cacau não é apenas uma commodity. É emprego, renda, floresta em pé, identidade cultural e desenvolvimento regional”, afirmou.
Para Kátia Bacelar, o debate não deve ser tratado como pauta ideológica, mas econômica e social. “O produtor baiano precisa ser respeitado e protegido. Essa pauta vai chegar a Brasília”, concluiu.
