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Indefinições no PSD de Ratinho Jr. e veto do PP a Moro embaralham cenário no Paraná

Indefinições no PSD de Ratinho Jr. e veto do PP a Moro embaralham cenário no Paraná

Por Catarina Scortecci / Folhapress

01/02/2026 às 08:30

Foto: Andressa Anholete / Agência Senado

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Indefinições no PSD do governador Ratinho Junior e o veto do PP ao senador Sergio Moro (União Brasil) embaralharam a corrida ao Governo do Paraná restando dois meses para a data final para filiações partidárias.

O impasse está no campo da direita e da centro-direita, que há mais de 15 anos comanda o Palácio Iguaçu, somando os mandatos de Beto Richa (PSDB) e de Ratinho Junior --ex-secretário do tucano e que em 2026, ao lado de Ronaldo Caiado (GO) e de Eduardo Leite (RS), integra a lista de cotados ao Palácio do Planalto pelo partido presidido por Gilberto Kassab.

No PSD, três nomes aparecem hoje na lista de pré-candidatos ao governo, mas a escolha ficou a cargo de Ratinho Junior, que nos bastidores já sinalizou preferência pelo secretário das Cidades, Guto Silva, embora ainda não tenha publicamente admitido a opção.

A reportagem apurou que os outros dois filiados do PSD interessados na vaga, o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, e o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, cogitam deixar o partido até abril, caso sejam de fato preteridos na sigla do governador.

Ambos têm sido cortejados por outras legendas do campo da direita. Curi consolidou uma rede de aliados nas prefeituras. Greca foi três vezes prefeito de Curitiba.

Correligionários do PSD temem que a indefinição possa beneficiar Sergio Moro, que já se apresenta como pré-candidato ao Executivo estadual desde a eleição municipal de 2024.

A situação do ex-juiz federal, contudo, também está embaralhada. Moro virou o ano sem saber se poderá continuar no União Brasil para concorrer ao Palácio Iguaçu, diante de um veto das lideranças do PP.

Em dezembro, o deputado federal Ricardo Barros anunciou que o diretório do PP paranaense não vai homologar a candidatura do senador ao governo estadual e, na mesma data, o senador Ciro Nogueira (PI), que é o presidente nacional da sigla, avisou que não pretende interferir na posição local.

A decisão gera um impasse porque, no plano nacional, PP e União Brasil formam uma federação, a União Progressista. Assim, os partidos devem bater o martelo sobre candidaturas de forma conjunta.

A reportagem apurou que o PP trabalha com três possibilidades. Uma delas é apoiar o candidato do PSD escolhido por Ratinho Junior. Outra ideia é lançar um nome do próprio, como a ex-governadora e ex-deputada federal Cida Borghetti, mulher de Barros, ou o ex-prefeito de Londrina e ex-deputado federal Marcelo Belinati.

Uma terceira possibilidade para o PP é oferecer a filiação a Greca e colocá-lo na disputa.

Já Moro conta com o apoio do presidente nacional do União Brasil, Antônio de Rueda, e teria dificuldades para encontrar abrigo em outro partido.

O PL do ex-presidente Jair Bolsonaro também já indicou apoio ao nome que será escolhido pelo governador. O partido Novo chegou a ensaiar uma pré-candidatura via Paulo Martins, vice-prefeito de Curitiba, mas correligionários também não descartam a aliança com o PSD.

No campo da esquerda e centro-esquerda, já há definições. O PT decidiu apoiar a pré-candidatura do deputado estadual Requião Filho, do PDT, ao governo estadual. A decisão repete a estratégia adotada pelos petistas na última eleição à Prefeitura de Curitiba, em 2024, quando o PT optou pelo apoio a uma chapa de aliados do PSB e do PDT, descartando a candidatura própria.

O objetivo do partido do presidente Lula é priorizar um palanque competitivo nesse campo político, mesmo que não esteja com nomes próprios na chapa.

A opção pela aliança no Paraná para o Palácio Iguaçu também representa uma reaproximação com a família Requião. Em 2022, o ex-governador e ex-senador Roberto Requião se filiou ao PT e entrou na disputa ao Executivo estadual para dar um palanque regional a Lula. Mas, no início de 2024, ele deixou a sigla, alegando ter sido ignorado pelo partido após as eleições.

Em julho passado, Requião foi para o PDT ao lado do filho, que se tornou pré-candidato ao governo.

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