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Aumento de até 270% no Planserv gera insatisfação entre sindicatos de servidores estaduais
Aumento de até 270% no Planserv gera insatisfação entre sindicatos de servidores estaduais
Por Redação
10/02/2026 às 15:00
Foto: Divulgação
As recentes mudanças na forma de cobrança do Planserv provocaram reação entre servidores públicos do Estado da Bahia. Entidades sindicais apontam que o novo modelo de contribuição resultou em aumentos que chegam a até 270% na mensalidade, segundo o Sindicato dos Fazendários do Estado da Bahia (Sindsefaz).
A alteração passou a vincular o valor da mensalidade diretamente ao salário do servidor, substituindo o sistema anterior de faixas fixas. Para os sindicatos, a medida penaliza especialmente servidores de renda média, aposentados e pensionistas, que passaram a comprometer uma parcela significativamente maior do orçamento com o plano de saúde.
Além disso, prestadores de serviço reclamam de atrasos nos pagamentos do Planserv, o que tem levado a um risco de descontinuidade de atendimentos de diversas especialidades. Para os servidores, o cenário é de pagar mais caro por um serviço que, na prática, vem oferecendo menos cobertura e menos acesso.
O Sindsefaz chamou os aumentos na mensalidade de “descontos abusivos, o que gerou descontentamento e insatisfação entre os beneficiários”, sobretudo diante da constatação de que ainda não houve melhorias efetivas nem ampliação da rede de prestadores de serviços.
A Associação dos Docentes da Universidade do Estado da Bahia (Aduneb), a Associação dos Docentes da Universidade Estadual de Santa Cruz (Adusc/Adusb) e o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN) divulgaram notas públicas criticando o que chamam de aumento abusivo e denunciando a ausência de diálogo prévio com as categorias.
“A ausência de transparência na administração do plano também é uma constante, inclusive com a entrega da administração do serviço a empresas particulares ligadas a planos de saúde privados”, disse a Andes-SN em nota.
O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado da Bahia (ADPEB/Sindicato) divulgou uma nota no final do mês passado informando que, “diante do expressivo aumento nos valores de contribuição ao Planserv, identificado nos contracheques de janeiro de 2026, instaurou procedimento de análise jurídica e técnica com o objetivo de examinar a legalidade da alteração implementada, os critérios utilizados para o cálculo dos novos descontos e os impactos financeiros suportados pelos filiados, passando a acompanhar o tema de forma permanente e ativa”.
Segundo as entidades, o reajuste se soma a uma série de problemas recorrentes no funcionamento do plano, como a redução da rede credenciada, dificuldades para marcação de consultas e exames, demora no atendimento e suspensão de serviços por parte de clínicas e profissionais de saúde.
O Sindsefaz informou, em nota, que tomará as providências necessárias para averiguar quais critérios foram utilizados no cálculo dos descontos aplicados.
A diretoria da Andes-SN repudiou e denunciou “o caráter abusivo e confiscatório do novo sistema de contribuições, exigir a revogação da lei e o estabelecimento de uma reestruturação do Planserv, com foco na melhoria da qualidade do mesmo, em diálogo amplo e transparente com o funcionalismo público do estado”.
Já a Aduneb, “assim como das demais seções sindicais das universidades estaduais, analisa a questão para traçar a estratégia jurídica mais adequada. A orientação inicial às professoras e aos professores prejudicados da UNEB é que enviem um e-mail anexando, em PDF único, os contracheques de dezembro de 2025 e janeiro de 2026”.
