Ratinho Jr. defende indulto a Bolsonaro e expõe racha no PSD
Presidenciável disse que punição por 8/1 foi excessiva e comparou caso a invasões de petistas
Por Ana Luiza Albuquerque/Folhapress
29/01/2026 às 17:35
Atualizado em 29/01/2026 às 20:43
Foto: Divulgação/Governo do Paraná
O governador do Paraná, Ratinho Junior, deseja ser candidato à Presidência pelo PSD
O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), defendeu nesta quarta-feira (29) um indulto para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma trama golpista, e para os condenados por participação nos ataques do dia 8 de janeiro de 2023.
Ao lado dos governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho é um dos nomes do partido de Gilberto Kassab que pode disputar a Presidência no próximo ano.
"Esses vândalos, que erraram, têm que ser tratados como criminosos em cima de um crime de vandalismo. Mas, se for necessário para pacificar o país, é necessário fazer isso", disse o governador em entrevista à CNN Brasil.
Ratinho afirmou que a punição pelo 8 de Janeiro foi excessiva e comparou o ataque a invasões de petistas à Assembleia Legislativa do Paraná.
Lideranças do PSD se dividem sobre o tema. Caiado, que anunciou sua filiação à legenda nesta semana, já afirmou em diversas ocasiões que é favorável a uma anistia ampla e irrestrita, que também beneficiaria Bolsonaro.
Leite, por outro lado, já disse que é contra a anistia, por considerá-la "ruim para o país". Em entrevista à CNN, em março do ano passado, admitiu discutir a dosagem das penas para os que não estiveram envolvidos em atos de planejamento de um golpe de Estado.
Sob pressão de bolsonaristas, Kassab afirmou em nota, em setembro, um dia após a condenação de Bolsonaro, sua posição a favor da anistia e "sua solidariedade ao ex-presidente".
Prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo do estado, Eduardo Paes, uma das principais lideranças do partido, que frequentemente é alvo de ataques de bolsonaristas, já se posicionou contra a anistia.
"Esses vândalos, que erraram, têm que ser tratados como criminosos em cima de um crime de vandalismo. Mas, se for necessário para pacificar o país, é necessário fazer isso", disse o governador em entrevista à CNN Brasil.
Ratinho afirmou que a punição pelo 8 de Janeiro foi excessiva e comparou o ataque a invasões de petistas à Assembleia Legislativa do Paraná.
Lideranças do PSD se dividem sobre o tema. Caiado, que anunciou sua filiação à legenda nesta semana, já afirmou em diversas ocasiões que é favorável a uma anistia ampla e irrestrita, que também beneficiaria Bolsonaro.
Leite, por outro lado, já disse que é contra a anistia, por considerá-la "ruim para o país". Em entrevista à CNN, em março do ano passado, admitiu discutir a dosagem das penas para os que não estiveram envolvidos em atos de planejamento de um golpe de Estado.
Sob pressão de bolsonaristas, Kassab afirmou em nota, em setembro, um dia após a condenação de Bolsonaro, sua posição a favor da anistia e "sua solidariedade ao ex-presidente".
Prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo do estado, Eduardo Paes, uma das principais lideranças do partido, que frequentemente é alvo de ataques de bolsonaristas, já se posicionou contra a anistia.
