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Exército autoriza aposentadoria do tenente-coronel Mauro Cid

Exército autoriza aposentadoria do tenente-coronel Mauro Cid

Por Raquel Lopes, Folhapress

28/01/2026 às 13:36

Foto: Ton Molina/STF/Arquivo

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O tenente-coronel Mauro Cid, que teve aposentadoria antecipada formalizada pelo Exército

O Exército autorizou a aposentadoria antecipada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-auxiliar de Jair Bolsonaro, condenado pela trama golpista pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

O militar, que foi delator no processo que levou o ex-presidente à prisão, deixará o serviço a partir de 31 de janeiro e entrará para a reserva.

Cid entregou ao Exército um pedido formal em agosto para ir à reserva antes de completar o tempo mínimo de serviço. Na ocasião, a Força criou uma comissão para analisar a documentação do militar antes de tomar uma decisão.

A informação inicialmente foi dada pelo SBT News.

O pedido é conhecido como cota compulsória —mecanismo pelo qual um militar pode passar à reserva do Exército e receber como aposentadoria um valor proporcional ao tempo de serviço.

Cid tem 29 anos e 11 meses de serviços prestados pelo Exército e, em setembro, foi condenado a dois anos de reclusão, em regime aberto, como resultado do acordo de colaboração premiada firmado com a Polícia Federal. Ele teria o direito de deixar o serviço ativo, com todos os benefícios, somente após 31 anos de trabalho. Na prática, no entanto, uma redução salarial na reserva seria pequena.

O Exército sugeriu a Cid que fosse para a reserva ainda em 2023, por meio da cota compulsória, segundo três generais ouvidos pela reportagem. O argumento era que o militar pudesse focar seus esforços em sua defesa diante do avanço das investigações sobre a trama golpista.

O tenente-coronel negou a sugestão na época. Ele acreditava que era possível reverter o cenário, ainda confiante de que nem sequer seria denunciado pela tentativa de golpe de Estado. A avaliação de aliados de Cid é que a situação acabou se tornando insustentável, e o melhor caminho era deixar o Exército.

O pedido de reserva de Cid foi anunciado por seu advogado Jair Alves Pereira durante sustentação oral na Primeira Turma do STF.

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