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Candidatura em 2026 não está nos meus planos, diz Haddad sobre saída da Fazenda
Candidatura em 2026 não está nos meus planos, diz Haddad sobre saída da Fazenda
A declaração foi dada para Míriam Leitão, em programa exibido na GloboNews, nesta quarta-feira (14)
Por Ítalo Leite/Folhapress
15/01/2026 às 13:00
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que está de saída da pasta, afirmou que não planeja se candidatar às eleições de 2026. A declaração foi feita à jornalista Míriam Leitão, em programa exibido na GloboNews, nesta quarta-feira (14).
"Não está nos meus planos ser candidato em 2026. Nós vamos conversar. Não tenho nenhum problema em conversar com o PT nem com o presidente", declarou o chefe da pasta sobre as possíveis investidas do partido em relação a uma candidatura neste ano.
Haddad falou também na entrevista à jornalista sobre sua saída da Fazenda. O ministro explicou que pretende se envolver na candidatura de Lula (PT) para a Presidência.
"Eu penso que posso colaborar de outra maneira para sua reeleição, eu pretendo ajudar na campanha. Já me coloquei à disposição do presidente do PT, Edinho Silva", declarou.
Haddad falou sobre a possibilidade de deixar o cargo de ministro da Fazenda ainda no início deste ano.
"Um substituo da Fazenda deveria começar o ano no cargo. A Fazenda tem decreto de execução orçamentária, programação financeira, tem todo um trabalho a ser feito que exige atenção desde o primeiro dia", apontou.
O ministro comentou também sobre o processo de liquidação do Banco Master, reafirmando que pode ser a maior fraude bancária do país.
"O processo de liquidação é muito robusto. Tem muita gente que entende do assunto, inclusive do setor privado, que diz que ela é a maior [fraude bancária do país]", comentou.
Haddad também falou sobre a crise dos Correios, que enfrentam uma combinação de problemas financeiros, modelo de negócios defasado e pressão política por resultados, cenário que levou o governo federal a garantir um empréstimo bilionário como medida emergencial para assegurar a continuidade dos serviços postais.
"Nós recebemos a radiografia sobre a situação dos Correios na metade do ano passado. As informações que nos chegavam davam conta de uma realidade diferente da que se revelou a partir de julho e agosto do ano passado", contou.
Sobre o nome apontado para assumir a pasta —o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan—, Haddad salientou a confiança em sua equipe ministerial e sobre as relações políticas do advogado.
"Ele tem muito trânsito na esplanada. Eu não tenho dúvidas que essa equipe vai perseguir as metas como fizemos nesses três anos. Estamos com uma equipe que sabe que deu certo", apontou.
