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Aleluia diz que titular da Sefaz recuou de acordo em projeto de desapropriação de imóveis

Aleluia diz que titular da Sefaz recuou de acordo em projeto de desapropriação de imóveis

Por Reinaldo Oliveira, Política Livre

10/12/2025 às 18:30

Atualizado em 10/12/2025 às 18:31

Foto: Política Livre

Imagem de Aleluia diz que titular da Sefaz recuou de acordo em projeto de desapropriação de imóveis

O vereador Alexandre Aleluia (PL)

O vereador Alexandre Aleluia (PL) fez diversas críticas à secretária municipal da Fazenda, Giovanna Victer, durante sessão ordinária na Câmara Municipal de Salvador, nesta quarta-feira (10). O embate girou em torno do Projeto de Lei nº 422/2025, que autoriza a desapropriação de imóveis urbanos por leilão. 

O projeto, enviado pelo prefeito Bruno Reis (União) para a Câmara Municipal, autoriza a Prefeitura a desapropriar imóveis urbanos por meio de leilão, desde que sejam declarados de interesse público. A medida pode ser usada para renovação urbana, regularização fundiária ou outros objetivos previstos no Plano Diretor.

Em discurso no Plenário Cosme de Farias, Aleluia afirmou que tinha acordo para três emendas. Duas teriam sido consolidadas. A terceira ficou em aberto. “Construímos o texto de três emendas. Duas das três emendas foram concordadas, acordadas e consolidadas naquele momento”, declarou.

De acordo com o edil, a titular da Sefaz voltou atrás e recuou. “Por surpresa, no momento, foram tidas como não acordadas”, disse.

Nos bastidores da Câmara os comentários são que Giovana Victer teria mudado de ideia para não desagradar o prefeito Bruno Reis (União Brasil).

“Aqui existe algo que é o fio do bigode, né? A confiança. Aliás, política é isso, confiança. Política diferente do meio empresarial. O qual eu vim, que tem contrato, né? Tudo em papel. Política é conversa e confiança", continuou.

O liberal ainda criticou as reuniões informais com secretários. “Infelizmente, como foi uma reunião informal, não temos ata da reunião. Mas temos 20 testemunhas, que eu acho que, inclusive, valem mais que ata", complementou.

Aleluia ainda destacou que não pretende mais participar de encontros fora das comissões. “Agora, a reunião tem que ser como manda o regimento. Reunião de comissão e com registro em ata".

As vereadoras Marta Rodrigues (PT) e Aladilce Souza (PCdoB) prestaram solidariedade a Aleluia e reiteraram que o acordo tinha sido formalizado.

O vereador encerrou o pronunciamento reafirmando sua posição. “Eu rasguei o papel das emendas, mas continuo com a convicção que a propriedade privada deve ser defendida. Se não for para isso, para que serve o parlamento?”

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