Capitão Alden rechaça decisão do STF de suspender visitas a Bolsonaro
Por Reinaldo Oliveira, Política Livre
26/11/2025 às 18:28
Foto: Divulgação/Arquivo
O deputado federal Capitão Alden (PL)
Após a divulgação da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que cancelou todas as autorizações de visitas concedidas quando o ex-presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), estava em prisão domiciliar, o deputado federal Capitão Alden (PL), vice-líder da Oposição na Câmara Federal, se manifestou contrário à medida.
Para o bolsonarista, a decisão é mais uma ação dentro de uma sequência de atos com cunho de perseguição ao ex-presidente. Em entrevista exclusiva ao Política Livre, o parlamentar afirmou que existe uma espécie de “dois pesos e duas medidas”, a depender do réu julgado pela Suprema Corte.
“Moraes decidiu iniciar a pena de Bolsonaro citando Edson Fachin, o mesmo ministro que anulou as condenações de Lula e abriu caminho para a volta do PT ao poder. Só que, quando chega a vez de Bolsonaro, o rigor muda de figura. Para Lula, portas abertas, entrevistas, visitação ampla, narrativa montada a céu aberto. Para Bolsonaro, há restrição pesada até para receber amigos e aliados — como se o objetivo não fosse apenas punir, mas isolar, calar, desmontar qualquer força política em torno dele”, afirma.
De acordo com o deputado, as decisões do STF contra Bolsonaro não estão sendo pautadas pela imparcialidade e pelo devido processo legal. O político reforça que se trata de perseguição não só ao ex-presidente, mas à direita.
“Isso não é isonomia. Não é imparcialidade. Não é justiça como a Constituição define. É vingança travestida de decisão judicial. É a mesma lógica que vem guiando a perseguição à direita desde o início: dois pesos, duas medidas e um alvo claro — neutralizar Bolsonaro e intimidar quem ainda ousa resistir. E vamos falar sem rodeios: se a Justiça precisa de exceções, contorcionismos e regimes especiais de visitação para um ex-presidente, então ela não está julgando o fato. Ela está julgando a pessoa. E isso destrói qualquer aparência de Estado de Direito”, desabafa.
