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Chegada de Sidônio ao governo amplia influência da 'república da Bahia' no entorno de Lula

Chegada de Sidônio ao governo amplia influência da 'república da Bahia' no entorno de Lula

Por Redação

28/01/2025 às 09:30

Atualizado em 28/01/2025 às 09:32

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Arquivo

Sidônio Palmeira e Lula

Enquanto planeja ajustes na reforma ministerial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vem fortalecendo sua base política com o que tem sido chamado, nos bastidores, de “República da Bahia”. O grupo, formado por figuras de destaque da política baiana, desempenha papel central na estratégia para reeleição em 2026, especialmente na articulação com o Congresso. A reportagem é do jornal "O Globo".

Entre os líderes desse núcleo estão o ministro da Casa Civil, Rui Costa, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner, e o recém-nomeado chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira, todos oriundos do PT. Este trio é peça-chave para Lula consolidar sua posição política e estruturar o enfrentamento à oposição nos próximos anos.

Mudança de foco para temas centrais

Com a “operação 2026” em andamento, o núcleo baiano tem orientado o presidente a adotar uma postura mais pragmática, voltada para problemas que afetam amplos setores da população, como emprego, renda, saúde, inflação de alimentos e segurança pública. A ideia é deixar em segundo plano pautas identitárias, priorizando questões que podem ampliar o apoio popular em um cenário polarizado.

Segundo avaliações internas, o governo enfrenta uma necessidade urgente de recuperação, especialmente após a repercussão negativa da chamada “crise do Pix”. Há o temor de que, sem uma rápida reviravolta, Lula perca força política para consolidar alianças que sustentem sua candidatura ao quarto mandato.

Perspectivas eleitorais e planos para o núcleo baiano

O grupo admite que, se a eleição fosse hoje, as chances de vitória seriam reduzidas, e mesmo em um cenário de recuperação, a disputa de 2026 será desafiadora. O futuro político da “República da Bahia” também está diretamente ligado à reestruturação do governo. Rui Costa deve deixar a Casa Civil até março de 2026 para disputar uma vaga no Senado, enquanto Sidônio Palmeira, apontado como o nome de confiança de Lula para liderar a comunicação da campanha, deverá se afastar da Secom no mesmo período. Jaques Wagner, por sua vez, buscará encerrar sua carreira política com um novo mandato como senador pela Bahia.

Sidônio Palmeira já delineou prazos para apresentar resultados concretos em sua nova posição. Em três meses, pretende implementar mudanças e demonstrar avanços no campo da comunicação, considerado estratégico para reverter a imagem do governo e atrair maior apoio popular.

A atuação do núcleo baiano reforça a importância de aliados regionais na construção de uma base sólida para a reeleição, ao mesmo tempo que evidencia os desafios internos e externos que Lula enfrentará para consolidar sua posição até 2026.

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