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BC anuncia leilões extras de dólares de até US$ 7 bi nesta sexta (20)

BC anuncia leilões extras de dólares de até US$ 7 bi nesta sexta (20)

Por Nathalia Garcia/Folhapress

19/12/2024 às 21:51

Atualizado em 19/12/2024 às 21:51

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo

Primeiro certame do dia será um leilão de dólares à vista, com valor máximo de US$ 3 bilhões

O Banco Central anunciou que fará novos leilões extraordinários de dólares nesta sexta-feira (20), com valor total de US$ 7 bilhões.

O primeiro certame do dia será um leilão de dólares à vista, com valor máximo de US$ 3 bilhões. As propostas serão acolhidas das 9h15 às 9h20.

Na sequência, o BC vai realizar dois leilões de linha, no valor total de US$ 4 bilhões. Nessa modalidade, a autoridade monetária vende reservas internacionais no mercado à vista, mas com o compromisso de recompra em um prazo determinado.

No "leilão A", as propostas serão acolhidas de 10h20 às 10h25 e a data de recompra será no dia 2 de julho de 2025. No "leilão B", o BC prevê acolher propostas de 10h40 às 10h45 e estabelece 2 de outubro de 2025 como prazo para readquirir os dólares vendidos.

Serão aceitos no máximo US$ 2 bilhões para cada uma das ofertas, e as operações de venda serão liquidadas na próxima terça-feira (24).

O BC programou novos leilões após ter realizado a maior intervenção em um único dia desde 1999, quando o país adotou o regime de câmbio flutuante. Nesta quinta (19), a autoridade monetária injetou US$ 8 bilhões à vista no mercado em dois leilões extraordinários de dólares.

Em sessão marcada por forte volatilidade, a moeda norte-americana chegou a R$ 6,301 na máxima, mas virou e terminou o dia em queda de 2,28%, cotada a R$ 6,124.

Desde a quinta da semana passada (12), foram realizadas nove intervenções no câmbio, com injeção de US$ 20,7 bilhões no mercado.

Em entrevista a jornalistas, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que a autoridade monetária resolveu intervir no cambio em reação a "operações atípicas no volume que estão acontecendo".

Segundo ele, o país tem um nível elevado de reservas internacionais –atualmente em US$ 357,118 bilhões– e o BC vai agir quando achar necessário.

Para justificar esse movimento atípico no fim do ano, citou que os dividendos pagos pelas empresas estão acima da média, que o fluxo financeiro no ano está bastante negativo, apontando para ser um dos piores anos recentes da história, e que as pessoas físicas estão tirando maior volume de recursos do país.

"A gente tenta fazer uma intervenção que se contrabalanceie em relação ao fluxo que está vendo e, geralmente, fatia o volume que entende que é o razoável para suprir essa liquidez em alguns dias", disse.

Campos Neto evitou antecipar futuras intervenções no câmbio, mas disse que o fluxo está sendo mapeado pela autarquia dia a dia e que há expectativa de maior saída de dólares até o fim da semana.

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