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Lúcio descarta apoio de Sheila a Lúcia em Conquista, mas acredita que votos da prefeita podem migrar para a emedebista
Lúcio descarta apoio de Sheila a Lúcia em Conquista, mas acredita que votos da prefeita podem migrar para a emedebista
Por Política Livre
18/09/2024 às 10:40
Atualizado em 18/09/2024 às 10:40
Foto: Divulgação/Arquivo

Para o presidente de honra do MDB da Bahia, Lúcio Vieira Lima, a eleição em Vitória da Conquista será impactada pelo julgamento do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que já formou maioria para declarar a atual prefeita Sheila Lemos (União), candidata à reeleição, como inelegível.
O dirigente acredita, ainda, que a vereadora Lúcia Rocha, postulante do MDB no pleito municipal, será favorecida, mesmo sem ter o apoio da prefeita, uma vez que não pode mais haver substituição de candidato, salvo em caso de morte.
"Pelo que conheço da política, a Sheila vai manter a candidatura mesmo que sub judice. Ela vai ficar sangrando e gastando recursos públicos de campanha esticando ao máximo a corda na Justiça Eleitoral. Fica, agora, dizendo que os magistrados no TRE podem mudar o voto, o que soa mais como uma ameaça à Justiça. Mas vejo que Lúcia sai fortalecida mesmo assim", afirmou Lúcio.
"Nós sempre dissemos que queríamos Lúcia no segundo turno. Porque o voto de Sheila, caso ela não passe do primeiro turno, tende a migrar para a nossa candidata. E o mesmo acontece com o deputado federal Waldenor Pereira (candidato do PT). Então, essa decisão do TRE apenas encurta o caminho. Até porque a população já entende que a prefeita não pode concorrer", acrescentou.
Entenda a polêmica
O TRE formou maioria, na sessão de segunda (16), para considerar Sheila Lemos inelegível com base na Lei Complementar nº 64/1990, conhecida como Lei de Inelegibilidade. A legislação estabelece critérios rigorosos para garantir a alternância de poder e evitar que um mesmo grupo político ou familiar permaneça indefinidamente no controle de cargos executivos.
Segundo o TRE-BA, a candidatura de Sheila Lemos configuraria um terceiro mandato familiar, uma vez que sua mãe, Irma Lemos, também havia ocupado cargos na Prefeitura antes da atual gestora, no governo do falecido Herzem Gusmão.
A decisão se baseou na ideia de que permitir a reeleição de Sheila Lemos representaria uma violação dos princípios democráticos de alternância de poder e renovação política. A prefeita já disse que segue candidata.
