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Justiça só encontra R$ 16 mil nas contas de Jair Renan Bolsonaro após mandar bloquear R$ 360 mil

Justiça só encontra R$ 16 mil nas contas de Jair Renan Bolsonaro após mandar bloquear R$ 360 mil

Por Hugo Henud/Heitor Mazzoco/Estadão

10/09/2024 às 20:45

Atualizado em 10/09/2024 às 20:45

Foto: Reprodução/Instagram

Jair Renan ao lado do pai, Jair Bolsonaro

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) encontrou apenas R$ 16.611,63 na conta de Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após determinar o bloqueio de R$ 360 mil em bens para quitar um empréstimo contraído por ele com o Banco Santander. Em agosto, a Justiça acolheu o pedido da instituição financeira e autorizou a pesquisa de ativos financeiros em bancos e a busca de veículos em seu nome para quitar a dívida.

O juiz responsável pelo caso, João Batista Gonçalves da Silva, da 1ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais e Conflitos Arbitrais de Brasília, determinou nesta terça-feira, 10, que Jair Renan seja informado sobre o bloqueio dos valores, realizado no dia 27 de agosto. Procurado, por meio de seu advogado, o filho do ex-presidente não respondeu até o momento.

A Justiça também comunicou que a quantia bloqueada foi transferida para uma conta vinculada ao juízo e que a tentativa de localizar bens por meio do sistema de Restrições Judiciais de Veículos Automotores (Renajud), utilizado para a busca de veículos, foi infrutífera, ou seja, nenhum veículo ou bem registrado foi encontrado.

No final de agosto, a 1ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais e Conflitos Arbitrais de Brasília, atendeu ao pedido de bloqueio de bens feito pelo Santander. Na sentença, o magistrado argumentou que, como Jair Renan não foi localizado para a intimação sobre o pagamento da dívida, o bloqueio é necessário.

Na ocasião, o juiz determinou que os valores bloqueados fossem transferidos para uma conta vinculada ao juízo, com o bloqueio limitado ao valor da execução, de R$ 360.241,11.

A primeira vez que o banco pediu o confisco dos bens de Jair Renan foi no início de abril, após o TJDFT aceitar uma denúncia do Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT), que acusa o filho do ex-presidente de lavagem de dinheiro, uso de documento falso e falsidade ideológica. Jair Renan nega as acusações.

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