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'O povo não é chamado para discutir os problemas da cidade', diz Eslane Paixão
'O povo não é chamado para discutir os problemas da cidade', diz Eslane Paixão
Por Política Livre
11/07/2024 às 08:33
Atualizado em 11/07/2024 às 10:07
Foto: Reprodução

Pré-candidata à Prefeitura de Salvador pelo UP, Eslane Paixão, única mulher postulante ao Executivo municipal nestas eleições, fez criticas à falta de participação popular em discussões da cidade em entrevista ao programa Resenha das 7, da rádio Bahia FM. Ela apontou que o seu partido, inclusive, segundo ela, formado por pessoas populares e sem carimbo político, não tem oportunidades para participar de debates.
"Hoje, o principal problema é que o povo não é chamado para discutir os problemas da cidade. Não temos tempo de televisão, por conta da cláusula de barreira, e isso nos faz ficar fora de discussões importantes. Tivemos um candidato à Presidência da República que não foi chamado para nenhum debate. Então, esperamos que esta realidade mude e que o povo de verdade faça parte destas discussões", disse a pré-candidata.
Eslane disse, ainda, que a pauta de gênero estará presente em seu plano de governo. No entanto, a pré-candidata salientou que "o povo deve ser ouvido" sobre as suas demandas, independente de ser mulher ou homem.
"Hoje nós temos discussões que prejudicam a classe dos professores, da saúde. Classes que deveriam ser valorizadas e não são. Os projetos vão para a Câmara Municipal e lá os vereadores votam contra esses profissionais. Temos pessoas que não têm moradia, não têm dinheiro para pegar um transporte. Nosso foco vai ser atender a estas pessoas", ressaltou.
Questionada sobre as suas propostas para o transporte público, Eslane defendeu que não exista relação "lucro e transporte público" "A nossa proposta, principalmente, é que hoje não exista a relação lucro e transporte público, porque, na nossa avaliação, não só a educação, a saúde, não deveriam ser mercadoria, mas o transporte público também. Porque as pessoas que dependem do transporte público, infelizmente, pra procurar emprego, não conseguem, porque a passagem é cara. E eu digo isso porque eu já vi dentro do ônibus pessoas que, geralmente, a gente chama que fica 'traseirando'. Infelizmente, trabalhador sair em vias de fato com outro trabalhador, no caso os rodoviários sofrem muito com essa realidade do transporte público, porque o cara foi pegar carona pra poder procurar emprego", disse.
