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Ministério da Saúde antecipará R$ 40 mi de repasse para compra de medicamentos no RS

Ministério da Saúde antecipará R$ 40 mi de repasse para compra de medicamentos no RS

Por Mônica bergamo

09/05/2024 às 16:32

Atualizado em 09/05/2024 às 16:32

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil/Arquivo

Pasta é comandada por Nísia Trindade

O Ministério da Saúde vai antecipar cerca de R$ 40 milhões do orçamento do departamento de Assistência Farmacêutica, área que lida com a distribuição de medicamentos ao SUS (Sistema Único de Saúde), para os municípios do Rio Grande do Sul.

O valor corresponde a todos os repasses mensais que seriam feitos até o final de 2024. A medida tem como objetivo ajudar os governos locais na aquisição de remédios para a população afetada pelas chuvas e enchentes.

A pasta comandada por Nísia Trindade diz que, até o momento, enviou medicamentos eleitos pela gestão de Eduardo Leite (PSDB) como prioridade, a exemplo de insulinas, imunobiológicos, imunoglobulina e soros antiveneno.

Ainda segundo o ministério, foram enviados kits de emergência, com remédios e insumos como luvas, seringas e ataduras, suficientes para atender cerca de 30 mil pessoas.

A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) oficiou o Ministério da Saúde pedindo que a pasta envie doses de vacina contra a dengue para a população afetada.

Como mostrou a Folha, o número de casos da doença podem aumentar devido às enchentes e aos alagamentos que afetam a região. O problema pode ocorrer após a água presente nas ruas das cidades baixar e ficar concentrada em algumas estruturas.

O mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, deposita seus ovos à beira de água parada, os quais eclodem quando a temperatura está alta.

À coluna, o ministério afirma que "a vacinação da população, tanto para dengue quanto para outras doenças, será realizada dentro das possibilidades de cada município e dos serviços de saúde, uma vez que necessitam de protocolos de armazenamento e temperatura para aplicação".

A parlamentar pede ainda que o ministério de Nísia Trindade reforce "ações de prevenção e detecção de doenças decorrentes do contato com água poluída".

"Uma série de doenças podem ser contraídas, tais como hepatite A, gastroenterite viral, gastroenterite bacteriana, leptospirose e parasitoses intestinais. Sendo assim, é imprescindível o reforço de equipes que atuam com foco na prevenção das doenças, contato direto com a população, detecção e acompanhamento de casos comprovados", afirma o ofício.

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