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‘Não se pode arrancar uma página da história’, diz Barroso sobre 8 de janeiro na posse de Dino
‘Não se pode arrancar uma página da história’, diz Barroso sobre 8 de janeiro na posse de Dino
Por Pepita Ortega/Lavínia Kaucz/Estadão
22/02/2024 às 19:30
Atualizado em 22/02/2024 às 19:30
Foto: Antonio Augusto/ TSE

O ministro Luís Roberto Barrosso, presidente do Supremo Tribunal Federal, afirmou nesta quinta, 22, que a posse do ministro Flávio Dino, realizada nesta tarde, se dá em um momento de ‘recuperação da civilidade, em que as divergências são resolvidas com debates e não ofensas’. Segundo Barroso, o novo integrante da Corte máxima ‘é um exemplo de uma pessoa capaz de diálogo e preparada’ para tal momento.
A declaração se deu logo após a posse de Dino realizada na tarde desta quinta. O presidente do STF exaltou o currículo do novo colega, que era ministro da Justiça quando ocorreu a intentada golpista do 8 de janeiro. Na avaliação de Barroso, Dino é ‘uma pessoa adorável que viveu uma vida completa no setor público’. “Chegar ao STF é o coroamento dessa carreira”, ponderou.
Em referência à intentona que devastou a Praça dos Três Poderes, Barroso disse que é preciso ‘virar a página da história, mas não arrancá-la’. “Temos que trabalhar o máximo pela pacificação, a união de pessoas que pensam diferente. A democracia tem lugar para divergências”, frisou.
A declaração se dá às vésperas do ato marcado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para se defender as suspeitas de seu suposto envolvimento com uma tentativa de golpe de Estado. Nos bastidores, a Corte máxima vê a movimentação com preocupação, mas entende que é necessário aguardar o desenrolar da manifestação.
