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Ambulantes das festas populares de Salvador questionam decreto para emissão das licenças anunciado pela Semop
Ambulantes das festas populares de Salvador questionam decreto para emissão das licenças anunciado pela Semop
Por Redação
01/06/2023 às 15:08
Atualizado em 01/06/2023 às 15:08
Foto: Divulgação

Ambulantes que trabalham nas festas populares de Salvador, se reuniram na Estação da Lapa, na última terça-feira (30), para discutir sobre o novo modelo de cadastro para emissão das licenças anunciado pela Prefeitura de Salvador, por meio de reunião realizada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), em 23 de maio.
Os ambulantes questionam alguns critérios estabelecidos pelo decreto da prefeitura, principalmente, a continuidade do cadastro on line. A representante dos vendedores, Graziela Santos, salienta que o cadastro virtual é algo que gera diversas dificuldades aos ambulantes, pois são famílias que estão em situação de extrema pobreza e não têm acesso fácil ao computador e à internet, inclusive, aponta que diversos ambulantes não tiveram acesso à educação escolar, não sabem escrever e nem ler, portanto, não conseguem preencher o formulário para o cadastramento da prefeitura.
"Falaram que o cadastramento vai continuar online e que não tem como ser presencial. Disseram que a gente precisa se atualizar porque hoje em dia tudo é computador. Sendo que nós sabemos que essa não é a realidade de nós ambulantes. Muitos ambulantes não têm acesso à informática, à internet, e têm dificuldade de preencher o formulário do cadastramento porque nunca estudou", lamenta a liderança Graziela dos Santos.
Além da continuidade do cadastramento virtual, os ambulantes também questionam que a Semop não informou a quantidade de licenças que serão emitidas; o decreto estabeleceu alguns critérios para o cadastramento e, como existirá uma limitação de vagas, em caso de empate, o desempate será feito através de sorteio, e os valores que serão cobrados para emissão da licenças ainda não foram informados pela Semop.
Diante do quadro de imbróglio, a liderança Graziela Santos anuncia que os ambulantes resolveram fundar uma associação para lutar pelos direitos dos trabalhadores das festas populares da capital baiana. "Temos algumas associações em Salvador mas que não representam de verdade os ambulantes. No carnaval, quando ocupamos a entrada da Semop, essas associações nem apareceram. Por isso, resolvemos criar nossa própria associação que terá o nome Associação das Trabalhadoras e Trabalhadores Ambulantes das Festas Populares de Salvador", pontua.
