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Presidente do BC recebeu gelo, mas governo Lula analisou que disputa teria custo alto
Presidente do BC recebeu gelo, mas governo Lula analisou que disputa teria custo alto
Por Mônica Bergamo/Folhapress
08/02/2023 às 06:35
Atualizado em 08/02/2023 às 06:54
Foto: Marcello Casal Jr./Arquivo/Agência Brasil

O governo Lula decidiu calibrar a disputa com o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, já no fim de semana, quando o presidente escalou suas críticas ao dirigente da instituição.
Mesmo concordando com o presidente e pressionando Campos nos bastidores —ministros chegaram a evitar contato direto com ele, pedindo que auxiliares o atendessem para conversar—, a conclusão foi a de que o custo de seguir na queda de braço com ele seria alto para o governo.
Campos também evitou romper o diálogo e seguiu buscando interlocutores diretos do presidente Lula (PT) para conversar.
Na terça-feira (7), a ata do Banco Central que explicava a manutenção das taxas de juros em 13,75% citou as intenções da equipe econômica de zerar o déficit público.
O documento do BC trouxe uma avaliação positiva sobre o pacote apresentado pela equipe econômica do governo Lula em 12 de janeiro.
A autoridade monetária afirmou que, embora só trabalhe em seus cenários com políticas já implementadas, a execução do pacote que promete uma melhora fiscal de R$ 242,7 bilhões poderia reduzir a pressão sobre a inflação.
O ministro Fernando Haddad (Fazenda) também ensaiou erguer a bandeira branca, afirmando que a ata tinha sido "um pouco mais amigável em relação aos próximos passos que precisam ser tomados".
