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Por que João Roma é considerado útil ao projeto petista na Bahia, por Raul Monteiro*

Por que João Roma é considerado útil ao projeto petista na Bahia, por Raul Monteiro*

Por Raul Monteiro*

14/07/2022 às 08:05

Atualizado em 14/07/2022 às 08:05

Foto: Alan Santos/Arquivo/PR

Deputado federal João Roma, candidato a governador da Bahia pelo PL

Com a campanha à sucessão estadual avançando, os articuladores dos candidatos a governador ACM Neto (União Brasil) e Jerônimo Rodrigues (PT) concentram-se em duas preocupações opostas, com base nas diversas pesquisas que avaliam as intenções de voto para o pleito até agora. Enquanto o primeiro precisa se manter no atual patamar de favorito absoluto, liderando todas as sondagens com larga margem de frente, o segundo tem por meta obrigatoriamente romper a barreira do desconhecimento popular e crescer na preferência do eleitorado, se quiser aproveitar melhor o input que o horário eleitoral proporcionará, em agosto.

Jerônimo tem entre os principais fiadores de que seu crescimento está garantido o senador Jaques Wagner. É na sua figura tranquila e experiente, de quem conhece profundamente de política e eleições, que o PT e os partidos aliados se fiam para manter-se menos ansiosos em relação às chances de vitória. Também vêm dele as palavras tranquilizadoras para a fatia do empresariado interessada na manutenção do PT no poder de que a situação está sob controle. Wagner tem, de fato, excelente credenciais na área. Reelegeu-se governador da Bahia depois de, no primeiro pleito, ter concorrido contra a vontade do amigo e então presidente Lula.

Também foi o padrinho e fiador da candidatura do atual governador Rui Costa no momento em que a discussão sobre a sua sucessão emergiu e, sentindo-se forte e poderoso, o PT baiano entrou em ebulição para querer influir na escolha do candidato. Na época, até Lula achava que havia melhor nome no PT baiano do que o de Rui para disputar a sucessão do 'galego', mas ele bateu pé firme, enfrentou no partido as correntes que se agrupavam em torno de outros pré-candidatos e acabou impondo sua vontade, ao final duplamente vitoriosa. Como agora, a maior desconfiança em relação ao sucesso do então candidato do PT decorria de seu elevado grau de desconhecimento no eleitorado.

Petistas lembram como hoje que o atual governador, que se reelegeu em 2018, iniciou o chamado PGP (Programa de Governo Participativo), em janeiro de 2014, com apenas 3% das intenções de voto, quando o líder nas pesquisas, o ex-governador Paulo Souto (PFL), tinha para lá de 50%. A diferença foi o salto que a candidatura de Rui daria seis meses depois. Em julho, o petista bateria o patamar de 24%, mesma época em que as sondagens registrariam uma queda de Souto para 34%, o que marcava uma diferença de 10 pontos percentuais entre os dois. Definitivamente, não são números com que se possam comparar nem o candidato nem a campanha atuais.

Então, a ascensão do petista obedeceu a um conjunto de elementos ligados a outra conjuntura histórica que não se repete no momento. É por isso que, no afã de fazer com que a disputa vá ao segundo turno, única forma de melhorar as condições para o enfrentamento a Neto, segundo as pesquisas, os petistas passam a desejar uma possibilidade que estão muito longe de controlar: trata-se do eventual crescimento do bolsonarista João Roma (PL), o que tem suscitado a especulação de que Wagner teria feito um acordo com ele para tentar impedir que o candidato do União Brasil ganhe no primeiro turno, entendimento que, como convém, ambos desmentem.

* Artigo do editor Raul Monteiro publicado na edição de hoje da Tribuna.

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