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Ações do BB tem forte queda com chance de Brandão deixar presidência do banco
Ações do BB tem forte queda com chance de Brandão deixar presidência do banco
Por Estadão Conteúdo
26/02/2021 às 17:46
Atualizado em 26/02/2021 às 17:46
Foto: Werther Santana/Estadão

A Bolsa brasileira cai mais de 1,8% perto do final do pregão desta sexta-feira, 26, em um dia na qual a queda das ações das estatais volta a pesar no índice, principalmente após André Brandão sinalizar que quer deixar a presidência do Banco do Brasil. No câmbio, o dólar fechou em alta de 1,66%, a R$ 5,6055, em sessão marcada pela fuga de investidores dos países emergentes, após a alta nas taxas de retorno dos títulos do Tesouro americano, considerados os ativos mais seguros do mundo.
Brandão está há apenas cinco meses na presidência do banco público, mas teve de enfrentar uma dura crise após Bolsonaro desaprovar o plano de reestruturação que ele propôs para o BB, com medidas que envolviam o fechamento de 112 agências e o desligamento de 5 mil funcionários, por meio de programas de demissão voluntária. Nos bastidores, Bolsonaro chegou a pedir a demissão de Brandão, mas Guedes trabalhou para mantê-lo à frente do banco.
Em resposta, às 17h02 as ações ordinárias do BB recuavam 4,88% enquanto Petrobrás ON e PN perdiam 3,32% e 4,57% cada, também de olho na crise instaurada no banco público. Já o Ibovespa recuava 1,86%, aos 110.107,31 pontos, às 16h41. Em Nova York, o EWZ, maior fundo de ações brasileiras, caía 1%, o índice Dow Jones tinha queda de 0,74%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq avançavam 0,33% e 1,37%, respectivamente.
No câmbio, o real foi pressionado pela fuga de investidores para os títulos do Tesouro americano, cujos rendimentos bateram recorde ontem. A perspectiva de retomada da economia americana, que deve vir acompanhada do aumento da inflação nos EUA, faz crescer o interesse dos investidores por esse tipo de ativo, já que quanto mais alta a inflação, melhor será o rendimento. E como os títulos públicos americanos são considerados a forma de investimento mais segura, esse movimento também gera tensão nos mercados acionários, que podem perder com esse movimento.
No noticiário externo, líderes financeiros das 20 maiores economias do mundo, o G20, se reuniram de maneira virtual nesta sexta-feira e devem concordar em dar continuidade às medidas de apoio à economia global. A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, em sua conta oficial no Twitter, ao comentar a reunião, Lagarde disse que as políticas fiscal e monetária devem continuar acomodatícias e a "trabalhar lado a lado". A dirigente também defendeu o foco em garantir uma recuperação econômica "verde, digital e inclusiva" após a crise gerada pela pandemia de covid-19.
O governo de Joe Biden nos Estados Unidos planeja permitir a execução de uma regra proposta pela administração anterior, do ex-presidente Donald Trump, destinada a combater ameaças tecnológicas da China. A medida deve entrar em vigor no próximo mês, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.
