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PT encolhe e elege menos prefeitos em 2020

PT encolhe e elege menos prefeitos em 2020

Por Estadão Conteúdo

16/11/2020 às 20:01

Atualizado em 16/11/2020 às 20:01

Foto: Amanda Perobelli/Estadão

A presidente do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann

O PT elegeu este ano um número ainda menor de prefeitos do que em 2016, quando foi varrido pelas denúncias de corrupção investigadas pela Operação Lava Jato e pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em reunião do diretório nacional na tarde desta segunda-feira, 16, a direção apresentou o número de 189 prefeituras segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas os cálculos do partido não chegam a 170 eleitos. Em 2016, no auge da crise, foram 256. Em 2012, 630.

O PT elegeu este ano um número ainda menor de prefeitos do que em 2016, quando foi varrido pelas denúncias de corrupção investigadas pela Operação Lava Jato e pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em reunião do diretório nacional na tarde desta segunda-feira, 16, a direção apresentou o número de 189 prefeituras segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas os cálculos do partido não chegam a 170 eleitos. Em 2016, no auge da crise, foram 256. Em 2012, 630.

Em São Paulo, o PT conseguiu reeleger Edinho Silva em Araraquara e vai para o segundo turno em Diadema, Guarulhos e Mauá.

O PT corre o risco de pela primeira vez nos últimos 30 anos não eleger prefeitos em capitais. O partido vai para o segundo turno apenas em Recife e Vitória. Em 2016, a legenda venceu em Rio Branco no primeiro turno.

Gleisi e aliados falam em reposicionamento do PT

Diante da derrota, Gleisi e seus aliados se apegam no número total de votos e apregoam a tese de um reposicionamento do partido. Segundo cálculos da direção, o PT teve 7 milhões de votos em todo o Brasil, 200 mil a mais do que em 2016 mesmo com uma abstenção 33% superior à do último pleito municipal. Além disso, vai para o segundo turno em 15 cidades ante sete em 2016. As maiores perdas foram em pequenos municípios com menos de 20 mil eleitores principalmente em Minas Gerais, Bahia e Piauí.

Com isso, Gleisi e aliados dizem que a tarefa determinada pela estratégia de concentrar esforços no chamado G-96, as cidades com segundo turno, foi cumprida.

Participam da reunião Gleisi, Lula, Tatto e o ex-prefeito Fernando Haddad, entre outros dirigentes. O apoio a Guilherme Boulos no segundo turno em São Paulo foi acertado, mas ainda deve ser oficializado à noite pelo diretório municipal de São Paulo.

Tatto será responsável por coordenar o papel do PT na campanha de Boulos. Reuniões foram marcadas para o decorrer da semana nas quais será definido como o PT pode ajudar. A direção nacional também minimiza a derrota em São Paulo, cidade onde o partido venceu ou chegou em segundo lugar em todas as eleições desde 1988, argumentando que o importante é que a esquerda chegou ao segundo turno.

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