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'Foi Queiroz que inventou esse negócio de isolamento social', ironiza Suíca

'Foi Queiroz que inventou esse negócio de isolamento social', ironiza Suíca

Por Redação

19/06/2020 às 14:10

Atualizado em 19/06/2020 às 14:10

Foto: Divulgação

Imagem de 'Foi Queiroz que inventou esse negócio de isolamento social', ironiza Suíca

A prisão de Fabrício Queiroz, em Atibaia, interior de São Paulo, vai repercutir ainda mais na imprensa, mesmo com a antecipação da demissão do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e qualquer outro assunto que for colocado em pauta para tirar as atenções desse caso.

É o que acredita o vereador Luiz Carlos Suíca (PT), que depois de se inteirar de tudo que aconteceu durante esta quinta-feira (18), se pronunciou e ironizou o "sumiço" de Queiroz todo esse tempo. “Foi ele que inventou esse negócio de isolamento social. Agora vai ser preso Queiroz, a mulher e a filha, isso se não derem um jeito de apagar todos como fazem quando querem queimar arquivos”, disse.

Para Suíca, a prisão de Queiroz pode levar à prisão do filho do presidente, o agora senador Flávio Bolsonaro (PRB), investigado por prática de "rachadinha" quando era deputado no Rio de Janeiro.

“Mais uma vez o clã Bolsonaro sofre um xeque. E não sei se fico alegre ou triste com a situação, porque é difícil ver o país ter 16 anos de ascensão e, por um golpe político, passar por uma situação constrangedora dessa", contou.

"O Brasil está de joelhos ao capital externo, vendo seus filhos morrerem e Bolsonaro entregando tudo de mãos beijadas, beneficiando ruralistas, grileiros e retirando direitos do povo”.

"Sobre a demissão de Weintraub, Suíca também utilizou ironia e questionou se, de fato, o país tinha um ministro na pasta. “Nem lembrava que ele era ministro, foi um protótipo olavista que deu a volta na terra plana sem sair do lugar”, ressaltou.

Suíca, no entanto, defendeu a rigidez na apuração dos casos e pediu proteção para a família de Queiroz, além de “ligar as pontas” e lembrar da “trama que derrubou Dilma e impediu que Lula fosse candidato”.

Ele destacou a possível participação do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, no processo. “O advogado do clã Bolsonaro, Frederick Wassef, chegou a revelar que encontrou Bolsonaro, em 2014, e instruiu que ele lançasse sua candidatura para presidente".

"E isso, que Wassef chamou de ‘prever o futuro’, foi na verdade baseado em dados que Moro fornecia a ele sobre a Lava-Jato. Não vamos esquecer a participação do juiz federal, na época, em todo esse processo que levou, inclusive, ele a ser ministro de Bolsonaro”, completou.

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