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Com queda de arrecadação de R$ 3 bi até agosto, Estado deve avaliar suspensão de projetos como ponte Salvador-Itaparica
Com queda de arrecadação de R$ 3 bi até agosto, Estado deve avaliar suspensão de projetos como ponte Salvador-Itaparica
Por Redação
23/04/2020 às 09:43
Atualizado em 23/04/2020 às 09:51
Foto: Divulgação/Arquivo

Este Política Livre imagina que o vice-governador e secretário de Desenvolvimento Econômico, João Leão, não quer nem ouvir falar no assunto, mas com a arrecadação em frangalhos por causa da pandemia do coronavírus uma saída que o governo baiano precisa avaliar é o abandono do projeto de construção da ponte Salvador-Itaparica.
Além da pouca disponibilidade de recursos próprios, que precisam ser dirigidos a áreas essenciais e para o enfrentamento da crise, o projeto deve ser imensamente afetado pela situação da China, berço da pandemia, onde Leão foi buscar as construtoras para tocar o projeto de ligação entre a Ilha de Itaparica e a capital.
O questionamento ao empreendimento e a outros em discussão pelo governo cujo retorno econômico para a sociedade é difuso e de longo prazo entrou na pauta do debate público na Bahia depois de uma reunião que, a pedido do governador Rui Costa (PT), foi realizada ontem com chefes do Legislativo, do Judiciário e do Ministério Público.
Como fonte financiadora do seu e dos demais Poderes, Rui está preocupado com a perspectiva de, a se estender o quadro de quarentena, a arrecadação do Estado cair até R$ 3 bi em agosto, o que representará um grande golpe para as finanças estaduais, dificultando sua capacidade de custeio e, ainda mais, de investimento.
Comandada pelo governista Nelson Leal (PP), a Assembleia antecipou-se e apresentou um plano de contenção de despesas da ordem de R$ 2,5 milhões por mês. Mas, de acordo com fontes do governo, o Judiciário mexeu-se pouco e o MP tudo o que conseguiu implementar foi a suspensão do transporte de servidores e estagiários.
Tirando a boa vontade do Legislativo, os demais parece que não entenderam a gravidade da situação. Levando em conta o perfil "fiscalista" do governador, cujo olho gerencial, qualquer que seja a situação, permanece sempre focado na relação entre receita e despesa, não é difícil imaginar seu grau de sua ansiedade e mesmo de angústia.
Mas, como disse uma fonte do próprio governo, como precisa agir rápido, para suprir a demora dos demais Poderes em atuar para evitar que a crise se aprofunde no Estado, será preciso dar o exemplo e suspender alguns projetos. O investimento previsto para a ponte era da ordem de R$ 1,5 bi por parte do governo.
